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No mês em que celebramos as Mães, é preciso escancarar uma realidade dolorosa: mães seguem sendo demitidas, preteridas e até assediadas no retorno ao trabalho.
Um exemplo recente é o de Carolina Ragazzi, ex-VP do Goldman Sachs, que relatou ter perdido espaço e reconhecimento após a licença-maternidade. Um caso que, infelizmente, está longe de ser isolado.
Segundo uma pesquisa do portal Empregos.com.br, 56,4% das mulheres já foram desligadas ou conhecem alguém que perdeu o emprego após a licença. E o impacto vai além do vínculo formal: a renda pode cair mais de 50%. Outro levantamento, da FGV, mostra que metade das mulheres está fora do mercado 12 meses após o nascimento do bebê.
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Para Margareth Goldenberg, gestora executiva do Movimento Mulher 360, o caso de Ragazzi “ilustra com clareza o preconceito não só em relação a mulheres, mas especialmente em relação à maternidade”.
“Isso existe em todas as empresas. É um olhar de que a gente deixa de ser útil. Ser mãe significa que não é possível mais ser profissional. Não cabe na cabeça dos homens gestores que é possível uma mãe continuar entregando bons resultados,” complementa.
Margareth também reforça que enfrentar esse cenário exige mudanças estruturais — e isso inclui a ampliação da licença-paternidade. "A equidade de gênero só será possível quando homens também assumirem a corresponsabilidade pelo cuidado."

Fotos: Reprodução/Google
O debate está posto. E a pergunta é: sua empresa está pronta para valorizar e acolher quem cuida?
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