07 de Maio de 2026

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Comportamento - 24/07/2024

Vício em Celular: Nomofobia e Suas Consequências para a Saúde Mental e Relações Sociais

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Esta condição é característica de quem não consegue se desvencilhar da telinha e sente uma necessidade compulsiva de checar mensagens, assistir vídeos e passar horas em aplicativos.

Apesar de ainda não ser oficialmente considerado um transtorno mental, o vício pelo celular já ganhou um nome: nomofobia, derivado de "no-mobile-phone phobia", que significa medo de ficar sem celular.

 

Esta condição é característica de quem não consegue se desvencilhar da telinha e sente uma necessidade compulsiva de checar mensagens, assistir vídeos e passar horas em aplicativos.

 

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Efeitos da Dependência do Celular

 

 

 

Evidências mostram que os efeitos da dependência ao celular no comportamento e cérebro se assemelham aos de outros vícios. Assim como outros tipos de dependentes, os viciados em celular não se sentem desencorajados a mudar, apesar das consequências negativas para sua mente, corpo e convivência social. No cérebro, a atividade neural também se mostra alterada, indicando padrões semelhantes aos observados em outros tipos de dependência.

 

Consequências da Dependência

 

 

 

Um estudo publicado na revista Nature realizado com jovens dependentes de celular e sem outros problemas de saúde indica que as alterações neurais são semelhantes às de outros vícios. Esses mecanismos alterados ajudam a entender a dificuldade dessas pessoas em mudar de comportamento e a tendência a desenvolver comorbidades.

 

Nos últimos anos, temos testemunhado uma transformação significativa no modo como as crianças interagem com o mundo ao seu redor. A realidade retratada evidencia um fenômeno preocupante: as crianças estão cada vez mais imersas no universo digital, deixando de lado experiências essenciais para o seu desenvolvimento, como brincar ao ar livre e interagir com outras pessoas.

 

 

 

Com o avanço da tecnologia, dispositivos como smartphones, tablets e computadores se tornaram parte integrante do cotidiano das famílias. As crianças, muitas vezes, são introduzidas ao mundo digital desde cedo, seja para entretenimento ou até mesmo para fins educacionais. No entanto, o uso excessivo desses dispositivos pode levar a uma série de consequências negativas.

 

Para crianças e adolescentes, as consequências podem ser ainda mais severas, uma vez que seus cérebros ainda estão em desenvolvimento. Isso pode torná-los ainda mais propensos à dependência na vida adulta.O celular pode funcionar como um "dreno cerebral", roubando a cognição e as capacidades mentais. Quase mil estudantes foram testados em três situações: celular na mesa, na mochila e em outra sala de aula. A conclusão foi clara: mesmo desligado, quanto mais próximo o celular, menor o desempenho escolar do aluno. E quanto maior a dependência, pior o desempenho acadêmico.

 

Impactos nas Relações

 

 

 

O vício em celular também afeta negativamente as relações familiares, românticas e de amizade. Um estudo com monitoramento dos chamados "millenials" (jovens entre 25 e 35 anos) mostrou que, com o celular por perto, eles se sentiam divididos e mais desconectados. Sem o celular, se sentiam mais conectados. Por isso, é importante estabelecer regras familiares e etiquetas sociais, como colocar todos os celulares em uma caixa durante as refeições ou ativar o modo silencioso antes de entrar em um restaurante.

 

Problemas de Saúde Mental e Física

 

 

 

Aproximadamente um quarto das crianças e dos jovens apresentam uso problemático do celular, o que aumenta as chances de desenvolver depressão, ansiedade e problemas de sono. Utilizar o celular à noite é particularmente prejudicial: o filtro de luz azul não bloqueia totalmente a estimulação da melanopsina, necessária para a produção de melatonina, hormônio fundamental para uma boa noite de sono. Há evidências de que esta luz também causa dores de cabeça e dores musculares, podendo levar ao transtorno musculoesquelético.

 

A falta de atividade física, por exemplo, contribui para o aumento dos índices de obesidade infantil. Brincar ao ar livre e explorar a natureza são atividades fundamentais para o crescimento saudável das crianças. Essas experiências permitem que elas desenvolvam habilidades motoras, aprendam a resolver problemas e criem vínculos sociais fortes. Além disso, o contato com o meio ambiente promove uma sensação de bem-estar e ajuda a reduzir os níveis de estresse.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Um alerta para pais, educadores e sociedade em geral sobre a necessidade de equilibrar o uso da tecnologia com atividades que incentivem o desenvolvimento integral das crianças. Estabelecer limites de tempo para o uso de dispositivos, incentivar brincadeiras ao ar livre e promover momentos de interação familiar são passos essenciais para combater a dependência digital.

 

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Reconhecer os sinais de dependência do celular e adotar medidas para reduzir o uso são passos essenciais para proteger a saúde mental e física, além de melhorar a qualidade das relações sociais. Estabelecer limites e buscar um equilíbrio saudável com a tecnologia pode fazer uma diferença significativa na vida de todos.

 

Fonte: com informações do Portal Mulher Amazônica

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