06 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 30/10/2024

Tebet defende que Brasil duplique investimentos na integração sul-americana

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Foto: Reprodução

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet ressalta importância do projeto Rotas de Integração Sul-Americana e, ao assinar memorando com a ApexBrasil, defende parcerias

Durante o 7º Fórum Brasil de Investimentos, o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) firmaram um Memorando de Entendimento para estabelecer uma estrutura de colaboração e cooperação voltada ao fortalecimento de metas e objetivos da Integração Regional Sul-Americana.

 

“O investimento em infraestrutura precisa ao menos dobrar, o que significa termos parceiros, investimentos estrangeiros e nacionais. O que precisamos é de parcerias como essa com a Apex, com expertise para dar visibilidade internacional e credibilidade, possibilitando com que muitos investidores estrangeiros possam colocar o Brasil na rota de investimento”, afirmou Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento.

 

O acordo define objetivos como o desenvolvimento de iniciativas para promover e divulgar as Rotas da Integração Sul-Americana junto ao público da ApexBrasil; o engajamento de agências de promoção de comércio e investimento da América do Sul, além de instituições nacionais, subnacionais e entidades do setor privado, como associações e empresas com potencial de utilizar as rotas para integrar a infraestrutura física e digital entre os países. Outro objetivo é fomentar e apoiar ações e projetos que visem aumentar os investimentos e facilitar o comércio entre fronteiras sul-americanas.

 

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O evento, organizado pela agência, reuniu investidores, empresários, autoridades e especialistas para discussão de oportunidades e desafios do ambiente de investimento no Brasil. Durante o Fórum, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, apresentou detalhes da construção de cinco rotas de integração sul-americana.

 

Os projetos visam ligar cidades brasileiras como Manaus, Santos, Campo Grande, Belém e Cuiabá com portos de destaque em outros países da América do Sul, como Coquimbo e Antofagasta, no Chile; Chancay, no Peru; Manta, no Equador; Buenos Aires, na Argentina; e Montevidéu, no Uruguai.

 

“O comércio intrarregional da América Latina não chega a 18%. Se nós temos um mundo digital, conectado, com segurança de fronteira e alfândega, temos condições de fazer sem medo de errar. Estamos falando de mais turismo, mais emprego, mais importação e exportação”, afirmou a ministra Simone Tebet.

 

 

O memorando também prevê avanços regionais multidimensionais, a partir do acolhimento de experiências, conhecimentos técnicos setoriais, ideias e lições aprendidas relacionadas à agenda de integração transfronteiriça. Inclui, ainda, o planejamento de atividades conjuntas em áreas de interesse comum para promoção do investimento estrangeiro; além de colaborar na associação de outras entidades para a agenda de integração. Por fim, prevê o planejamento de atividades conjuntas voltadas à promoção da igualdade de gênero e o empoderamento feminino.

 

Tebet também reforçou a necessidade de aumentar os investimentos privados. “O investimento em infraestrutura precisa ao menos dobrar, o que significa termos parceiros, investimentos estrangeiros e nacionais. O que precisamos é de parcerias como essa com a Apex, com expertise para dar visibilidade internacional e credibilidade, possibilitando com que muitos investidores estrangeiros possam colocar o Brasil na rota de investimento”, explicou a ministra.

 

O projeto das cinco rotas de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano busca incentivar e reforçar o comércio do Brasil com os países da América do Sul e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos e a Ásia. Atualmente, além de visitar cada um dos onze estados fronteiriços, o MPO dialoga com os países da América do Sul sobre cada uma das rotas.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

No total, 190 projetos do Novo PAC estão voltados para contribuir com a integração regional. As obras de integração no território brasileiro podem contar com um financiamento de US$ 3 bilhões do BNDES, enquanto os bancos regionais de desenvolvimento – Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e Fonplata disponibilizaram outros US$ 7 bilhões.

 

“Nós temos condições de inaugurar uma perna de cada uma dessas cinco rotas até o final do mandato do presidente Lula, porque todas as obras necessárias já estão no PAC e não vão ter impacto fiscal. Elas já estão dentro do orçamento”, afirmou Tebet.

 

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Ela também destacou as que podem ser inauguradas até 2026. “Nós temos condições, pelo lado do Amapá, de inaugurar até final de 2026, pela Rota 2, que é a mais ecológica, na COP30, que acontece em Belém do Pará, em 2025. Vamos alcançar o porto de Chancay, que é o maior investimento chinês na América Latina. De Chancay a Xangai, vamos diminuir o transporte marítimo em pelo menos 10 dias”, reforçou a ministra.

 

Fonte: com informações da agência gov

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