04 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 01/07/2025

Persiste a desigualdade de gênero no Brasil. A luta continua (Parte II)

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Foto: Fotomontagem Portal Mulher Amazônica

As mulheres têm aumentado sua presença no mercado de trabalho. Somos exemplo disso

Por Maria Santana Souza Tenho me dedicado a estudar a questão de gênero no Brasil e no mundo e sigo o entendimento de que o conhecimento deve ser instrumento de qualidade de vida e transformação social. Diante disso, resolvi dedicar minha vida profissional à luta pela emancipação feminina.

 

Com apoio de uma rede de mulheres guerreiras, criamos o Portal da Mulher Amazônica e o Ela Podcast, dois espaços de resistência e promoção dos valores femininos. Neles, o conhecimento vira prática e se faz veículo de luta, coragem e determinação.

 

As mulheres têm aumentado sua presença no mercado de trabalho. Somos exemplo disso. O que tem levado a um maior controle de natalidade. De 2010 a 2022, houve redução de aproximadamente 300 mil nascimentos. Isso entre mulheres com idade mais avançada.

 

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Ainda segundo o IBGE, "há uma tendência de aumento de nascimentos no grupo de idade das mulheres entre 30 e 39 anos e de 40 e 49 anos, que passaram de 734,5 mil para 879,5 mil e de 64,0 mil para 106,1 mil nascimentos no mesmo período, respectivamente."

 

 

 

Com relação à mortalidade materna relacionada ao parto, "houve um aumento significativo em 2020, aumentando 29,0% em relação a 2019, em razão da pandemia de coronavírus. Mais ainda em 2021, quando atingiu 117,4 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Somente em 2022, o indicador volta ao patamar próximo ao de 2019, com 57,7 mortes por 100 mil nascidos vivos."

 

 

 

Esses também são números a serem enfrentados. Mas podemos observar que o aumento de óbitos de mulheres relacionados ao parto cresceu justamente durante o governo Bolsonaro, período em que o SUS foi negligenciado e as políticas voltadas para as mulheres foram desarticuladas.

 

 

 

Voltando à questão do trabalho, no que se refere ao espaço na vida pública, o IBGE nos revela "que em 2023, apenas 16,1% das cadeiras de vereadores eram ocupadas por mulheres, ficando o pior percentual para Região Sudeste (14,2%). O Nordeste foi a região na qual as mulheres estavam mais representadas entre vereadores (16,9%)."

 

 

 

"Em 2020 (na eleição para prefeito), somente 12,1% das prefeituras estavam ocupadas por mulheres. Dentre as prefeitas, 66,9% eram mulheres brancas."

 

Essa baixa representação não acontece por acaso. Trata-se do resultado de uma série de violência contra as mulheres, que aprofunda sua exclusão social e política. Violência física, sexual e psicológica, conforme esclarece o IBGE em matéria publicada na sua revista.

 

 

 

"A proporção de mulheres de 18 anos ou mais de idade que sofreram violência psicológica, física ou sexual e cuja forma mais grave de violência foi praticada por um parceiro íntimo atual ou anterior foi de 6,0% em 2019, sendo maior na população preta ou parda: 6,3% (branca: 5,7%)."

 

"Em 2019, 72,8% dos casos reportados pelas mulheres de violência física se deram em suas residências. Em mais de 85% dos casos reportados como principal violência sofrida nos 12 meses anteriores à entrevista, o agressor era conhecido da vítima (parceiro ou ex-parceiro íntimo, parente, amigo ou vizinho)."

 

 

 

Esses indicadores mostram a dura realidade que enfrentamos. Somos vítimas de uma estrutura social construída na opressão da mulher e na sua invisibilidade, seja na política, no trabalho ou na economia.

 

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A desigualdade persiste, mas estamos a cada dia mais dispostas a ir à luta e garantir nosso espaço na sociedade. Nunca foi fácil. O que temos hoje de conquista foi alcançada com sangue e suor. Assim continuaremos, até a igualdade de gênero se tornar realidade.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Maria Santana Souza é Jornalista, sob o nº 001487/AM, idealizadora e diretora-presidente do Portal Mulher Amazônica, idealizadora e apresentadora do Podcast Ela.

 

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