29 de Abril de 2026

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Mulher em pauta - 04/03/2026

Para aumentar as baixas taxas de natalidade, precisamos ajudar as mães

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Foto: Reprodução/Google

Estudos mostram como as mulheres ganham menos após terem filhos

Criar filhos é o que Claudia Goldin, vencedora do Nobel de economia de 2023, chama de "trabalho ganancioso", que é aquele que exige não apenas longas, mas imprevisíveis horas. Porém, ser pai ou mãe difere de outros trabalhos desse tipo —como o de banqueiro de investimentos, por exemplo— por não ser remunerado. Infelizmente, é impossível fazer dois "trabalhos gananciosos" ao mesmo tempo. Isso cria um dilema.

 

Os pais podem ter trabalhos gananciosos e entregar os filhos a cuidadores profissionais em tempo integral, o que é financeiramente (e emocionalmente) caro. Ou apenas um deles pode ter o "trabalho ganancioso" bem remunerado. Ou ambos podem ter trabalhos não gananciosos e aceitar baixa renda familiar. Ou podem simplesmente não ter filhos.

 

Essas escolhas são resultado de opções amplamente indisponíveis para as mulheres antes da Segunda Guerra Mundial. Na maioria dos países, elas são ainda mais recentes. São uma das razões pelas quais, como observa um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de 2024, "a taxa de fecundidade total caiu pela metade, de 3,3 filhos por mulher em 1960, em média nos países da OCDE, para 1,5 em 2022".

 

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Pode-se argumentar que esse colapso na fecundidade em países de alta renda (e muitos outros), junto com a população crescente da África, o continente mais pobre, é o que está acontecendo de mais importante com a humanidade agora. Há muitas explicações para o declínio de longo prazo na fecundidade, notadamente a queda na mortalidade infantil, a urbanização em massa, a dependência prolongada e custosa dos filhos, a "corrida" para produzir filhos economicamente bem-sucedidos e, não menos importante, a capacidade de contar com outras formas de segurança na velhice, como aposentadorias e casas de repouso.Também crucial, no entanto, especialmente para os declínios mais recentes para taxas de fecundidade ultrabaixas, é o conflito entre as melhores oportunidades para as mulheres e a parcela desproporcional dos custos econômicos (e riscos físicos) dos filhos que elas continuam a suportar.

 
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Assim, um estudo da Inglaterra de abril de 2014 a dezembro de 2022 observa que "ter filhos leva a uma redução substancial e duradoura nos rendimentos das mães; cinco anos após o nascimento do primeiro filho (trimestre de 2020), os rendimentos mensais foram reduzidos em média em 42%, ou 1.051 libras (R$ 7.312,75) por mês, em comparação com os rendimentos um ano antes do nascimento". Trabalhos do Institute for Fiscal Studies também mostram que a penalidade da maternidade é maior para mães de filhas, porque isso reforça as normas tradicionais de gênero. 

 

Fonte: com informações Folha de São Paulo

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