19 de Abril de 2026

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Mulher em pauta - 01/03/2026

Quem é a artista Paula Calderón, da mostra Constelações Contemporâneas

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Foto: Reprodução/Google

A artista visual brasiliense é um dos destaques da exposição, que estará no Teatro Nacional Claudio Santoro

A artista visual Paula Calderón apresenta uma série na mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz no Teatro Nacional Cláudio Santoro, com obras que partem da paisagem do Cerrado e da memória da construção de Brasília. A partir de pesquisa histórica e observação do território, a artista transforma referências documentais e naturais em pinturas que tensionam realidade e percepção, explorando o que define como o espaço entre o ver e o sentir.



O processo criativo de Paula nasce da observação atenta do mundo ao redor. Caminhadas pelo mato, registros fotográficos, anotações em cadernos e longas pesquisas constroem um arquivo sensível de referências. “Nunca como um registro fiel, o que me interessa de verdade é o que acontece entre o que eu vejo e eu sinto. Gosto de observar as mudanças que acontecem nas cores das paisagens.”

 

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Obra de Paula Calderón

 

 

Foto: Reprodução/Google

 

Nas telas, aparecem as manchas de um tronco, a dança das sombras, a terra vermelha que tinge as folhas à beira da estrada — fragmentos que se transformam em cor e gesto. Recentemente, a artista iniciou uma investigação sobre a construção de Brasília. A partir de documentos, fotografias, relatos e documentários, mergulhou nas histórias das pessoas anônimas que participaram da edificação da capital.

 

“Quando vejo as pessoas que estão ali registradas nos arquivos, me questiono quem são elas, o que viveram e pelo que passaram. A lembrança dessas pessoas foi o principal combustível para a criação das obras da série da Construção, que estarão na mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília”, comenta. No ateliê, Paula prepara cuidadosamente a superfície da tela antes de iniciar camadas sucessivas de tinta acrílica. Não trabalha com rascunhos prévios: as composições nascem diretamente na pintura. As cores, sempre misturadas a partir das primárias, são criadas especificamente para cada obra.

 
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“O processo de mistura é muito gostoso, de ir criando tons que existem na natureza ou que só existiam na minha cabeça”, conta. O resultado são paisagens que parecem familiares e, ao mesmo tempo, reinventadas. Apesar de manter uma rotina disciplinada, a artista abre espaço para o inesperado. Muitas vezes, é no meio do processo que a pintura segue por um caminho diferente do imaginado — e ela aceita. “Cada obra tem seu processo único”, afirma. 

 

Fonte: com informações Metrópoles

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