Dra. Gláucia Soares e a desembargadora Maria das Graças Figueiredo
A 30ª edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa, realizada entre 18 e 22 de agosto, marcou um momento especial de mobilização nacional em defesa dos direitos das mulheres e da efetividade da Lei Maria da Penha, que completa 19 anos de promulgação. Em Manaus, a solenidade de abertura aconteceu no Fórum Ministro Henoch Reis, sob a condução da desembargadora Maria das Graças Pessoa Figueiredo, coordenadora estadual das mulheres em situação de violência doméstica e familiar e ouvidora do TJAM.
A cerimônia contou com a presença de autoridades e lideranças femininas do Direito, como a Coordenadora Nacional da ABMCJ Região Norte, Dra. Maria Gláucia Soares, que prestigiou a iniciativa reforçando a importância da união das instituições em torno do combate à violência contra a mulher. Também estiveram presentes a presidente da ABMCJ Amazonas, Dra. Lúcia Viana, a secretária-geral da OAB Amazonas, Dra. Omara Gusmão, e a deputada estadual Alessandra Campêlo, além de magistrados, advogadas e representantes da sociedade civil.
Com trajetória marcada pela defesa dos direitos das mulheres, Dra. Gláucia Soares destacou a relevância do movimento liderado pelo Judiciário. Atual Coordenadora Nacional da ABMCJ Região Norte e integrante da Comissão Nacional da Mulher Advogada, e ex-presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, ela tem atuação reconhecida em todo o país por fomentar debates jurídicos e sociais que buscam ampliar a participação feminina e o aperfeiçoamento das carreiras jurídicas. Sua presença em Manaus simbolizou o alinhamento das ações nacionais com as demandas regionais da Amazônia.
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Foto: Reprodução/Internet
A Semana da Justiça pela Paz em Casa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2015, ocorre três vezes ao ano, sempre em março, agosto e novembro, em alusão a datas marcantes de enfrentamento à violência de gênero. Em sua 30ª edição, o evento mobilizou em todo o Brasil milhares de magistrados e servidores, com foco na agilização de audiências, julgamentos e despachos relacionados à violência doméstica, além de ações educativas e de conscientização.
No Amazonas, os números refletem a urgência da pauta: apenas em 2024 foram registrados mais de 28,5 mil processos relacionados à violência doméstica, além de 15 mil medidas protetivas de urgência solicitadas e 170 processos de feminicídio. Durante esta edição, o TJAM concentrou esforços em mais de 2 mil audiências, envolvendo cerca de 400 profissionais. O evento, idealizado pela desembargadora Maria das Graças Figueiredo, vai muito além da produtividade judicial. Trata-se de uma ação que não se limita a concentrar esforços de julgamento, mas que mobiliza instituições, sociedade civil e poder público em torno de um propósito comum: proteger as mulheres e fortalecer uma verdadeira cultura de paz.
Assim, a participação de lideranças como Dra. Gláucia Soares e o engajamento das instituições locais reforçam que o enfrentamento à violência contra a mulher exige não apenas atuação técnica e jurídica, mas também a mobilização social e política necessária para consolidar conquistas históricas e garantir às vítimas o pleno acesso à justiça e à dignidade.
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