Assim como diversos intelectuais do mundo resgatam as histórias das mulheres negras do Brasil e do mundo.
Durante muito tempo, as mulheres negras foram excluídas da história oficial de muitos países, inclusive do Brasil. Contudo, nos últimos anos, diversos movimentos sociais, principalmente o movimento negro e o movimento feminista, assim como diversos intelectuais do mundo resgatam as histórias das mulheres negras do Brasil e do mundo.
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1. Angela Davis

Angela Davis é uma filósofa e ativista dos Estados Unidos, nascida em 26 de janeiro de 1944, no Alabama. Quando Angela nasceu, vigorava nos Estados Unidos as Leis Jim Crow, conjunto de leis segregacionistas e racistas que eram válidas em diversos estados do país.
Durante a década de 1960, foi militante do Partido Comunista, do movimento Black Power e do grupo Panteras Negras. Em 1970, foi ré em um dos maiores julgamentos dos Estados Unidos por suposto envolvimento na Tomada do Centro Cívico do Condado de Marin. Algumas armas utilizadas na invasão estavam no nome de Davis, que, no fim do julgamento, foi inocentada. Ela foi professora da Universidade da Califórnia e escreveu diversas obras sobre gênero, racismo, classes sociais, entre diversos outros temas.
2. Antonieta de Barros

Antonieta de Barros nasceu na atual Florianópolis, em 1901, sua mãe foi escravizada e não existem registros sobre seu pai. A mãe de Antonieta de Barros foi lavadeira e dona de uma pensão para estudantes, que provavelmente alfabetizaram Antonieta. Esta se tornou professora, especializando-se na alfabetização de adultos e utilizando-se do próprio método para isso. Exerceu essa profissão até se tornar deputada. Antonieta de Barros foi uma das primeiras mulheres eleitas no Brasil, onde elas só puderam votar e se candidatar a partir de 1932. Antonieta de Barros foi eleita, em 1934, como deputada estadual de Santa Catarina.
Antonieta defendia que a educação era o melhor caminho para melhorar a vida da população brasileira. Partiu da deputada a criação do Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro. Sua proposta foi aprovada em Santa Catarina em 1948, e, anos depois, a data foi estendida para todo o Brasil. Em 2023, Antonieta de Barros passou a fazer parte do Livro de Heróis e Heroínas da Pátria.
3. Aretha Franklin

Fotos: Reprodução/Google
Aretha Franklin foi uma cantora estadunidense que nasceu em Memphis, no Tennessee, em 1942, momento no qual as Leis Jim Crow vigoravam e ocorria a Segunda Guerra Mundial. É considerada um dos ícones da música negra. Em 1967, ela lançou o seu maior sucesso, a música “Respect”, em que uma mulher pede respeito para um homem. A música alcançou o primeiro lugar na Billboard e se tornou uma das músicas-símbolos do movimento negro e feminista. A cantora faleceu em agosto de 2018, aos 76 anos, devido a um câncer no pâncreas."
Fonte: com informações Uol
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