30 de Abril de 2026

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Empreendedorismo - 29/12/2025

Com o Cenoradas, Marília Lima transforma o bolo de cenoura em negócio inovador

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Foto: Reprodução/Google

Com uma receita familiar e afetiva, ela comanda a primeira rede especializada em bolo de cenoura do país

O bolo de cenoura com cobertura de chocolate já pode ser considerado um patrimônio afetivo brasileiro. Mas, por trás da combinação clássica de cores e sabores, existe um universo que vai muito além de uma receita. Prova disso é a trajetória de Marília Lima, criadora do Cenoradas, loja em São Paulo especializada em doces à base de cenoura. A vida da empreendedora tomou um novo rumo depois que ela enviou um simples pedaço de bolo para uma amiga. “Nunca passou pela minha cabeça empreender. Eu fiz o bolo de cenoura, postei no Instagram, e ela me pediu um pedaço”, conta.

 

Naquele momento, o Brasil vivia a pandemia de covid-19, e a população seguia em lockdown. Para Marília, preparar o doce era uma forma de resgatar o sabor da infância e, principalmente, de passar o tempo. “Escolhi fazer o bolo porque era fácil, precisava só de um liquidificador. Eu nem tinha batedeira na época”, relembra.

 

Arquiteta de formação, Marília já não se reconhecia mais na profissão. Antes mesmo da pandemia, ela tinha trocado o escritório pela comunicação em uma tentativa de reencontrar seu caminho profissional. “Eu trabalhava no formato home office, mas já sentia que a agência não resistiria à pausa do mercado”, lembra.

 

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Enquanto buscava novas possibilidades, os amigos, que já conheciam o sabor dos seus bolos de cenoura, começaram a insistir para que ela aceitasse encomendas. Foi o empurrão que faltava para transformar uma habilidade afetiva em oportunidade de negócio. “Na primeira semana, fiz 200 bolos, escalou muito rápido, no entanto, em nenhum momento queria ter uma empresa”, diz.Marília chegou a fazer planos de voltar ao mercado de trabalho assim que o lockdown terminasse. Tanto que, no mesmo dia em que foi demitida da antiga empresa, recebeu uma proposta para trabalhar em outra. “A vaga era presencial, então eu passava o dia fora e quando chegava em casa continuava fazendo os bolos.”

 
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Ela produzia tudo de forma artesanal, batia as massas no liquidificador e preparava a cobertura de brigadeiro no fogão, sem qualquer equipamento profissional. “Meu namorado, hoje marido, me disse para escolher um caminho que queria seguir e aquilo me fez refletir”, afirma. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

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