30 de Abril de 2026

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Elas nos inspiram - 26/12/2025

Amigas transformam propósito em marca de roupas com algodão agroecológico do Nordeste

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Foto: Reprodução/Google

Formadas em design de moda, elas encontraram no empreendedorismo a união entre a criação autoral e o impacto social

O que começou como uma amizade ganhou forma e propósito. Fernanda Covos e Bruna Coimbra transformaram a relação de confiança em negócio ao criar a Orgâniccas, marca de roupas que aposta no algodão agroecológico cultivado por famílias de agricultores do Nordeste brasileiro.

 

Amigas há 15 anos, elas se conheceram durante um processo de estágio em uma empresa do setor de departamentos. Formadas em design de moda, encontraram no empreendedorismo uma maneira de unir criatividade, sustentabilidade e impacto social. “Por muito tempo, vivemos experiências semelhantes. Atuamos no desenvolvimento de produtos, conhecendo diferentes lugares e países”, conta Fernanda. Naturais de São Paulo, elas viveram por décadas no mesmo bairro, na zona leste da capital, mas apesar da proximidade, foi a profissão que acabou unindo os caminhos das duas. “É engraçado pensar que sempre estivemos uma ao lado da outra, sem ao menos saber”, afirma Bruna.

 

Com rotinas muito parecidas, elas chegaram a buscar um novo endereço para dividir. O plano, porém, foi interrompido por uma proposta de trabalho que mudaria o rumo delas. “Recebemos o convite para deixar São Paulo e morar em Natal, no Rio Grande do Norte”, explica. Juntas, elas embarcaram para um novo estado decididas a seguir carreira como estilistas. “Passamos a trabalhar dentro da fábrica, vivenciando todas as etapas do processo produtivo”, detalha Fernanda.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

Durante essa fase, Bruna e Fernanda passaram a sentir os efeitos da produção em grande escala. A quantidade de resíduos gerados e descartados no meio ambiente era assustadora para elas. “Muitas amigas e colegas começaram a adoecer, e era visível que aquelas ações não afetavam apenas nós, mas também a saúde do planeta”, afirmam. Em paralelo, as duas passaram a buscar novos caminhos, estudando áreas diferentes para uma transição profissional. Fernanda se interessou pela permacultura e, na sequência, por agroecologia e agricultura regenerativa. Enquanto Bruna começou a estudar a área da saúde comportamental.

 

A saída da empresa aconteceu naturalmente, mas a separação nunca foi uma opção. A vontade de continuarem juntas era forte. “Ela é a minha irmã da vida, e existe uma potência enorme quando uma mulher incentiva a outra”, afirma Bruna. Foi nesse período que Fernanda conheceu a FarFarm, empresa de consultoria especializada em cadeias de abastecimento, com foco no cultivo de algodão orgânico por meio da agrofloresta regenerativa. “Comecei a trabalhar lá e a compreender ainda mais esse universo de transformação, impacto ambiental e impacto social. Isso me motivou a desenvolver novas ideias”, conta.

 

A ideia não ficou apenas no papel. Fernanda lembra que, na época, o namorado demonstrava interesse em encontrar camisetas produzidas de forma consciente e sustentável. A demanda cotidiana acabou se transformando no ponto de partida para um projeto maior. “A Orgâniccas nasceu do desejo de empreender com responsabilidade ambiental, escolhendo um processo produtivo que valoriza a justiça social e respeita a biodiversidade”, diz Fernanda. Mas a estilista não queria embarcar nessa jornada sozinha, então convidou duas amigas para caminhar ao seu lado, entre elas, a Bruna, com quem dividia uma visão comum sobre moda e proposta de negócio consciente.

 
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Com a estrutura definida, elas iniciaram uma busca minuciosa por tecelagens que comercializassem tecidos feitos à base de algodão agroecológico. “Nosso compromisso começa na plantação. É um respeito em cadeia, que nasce no solo e termina na valorização de quem faz parte do processo produtivo”, explicam. Assim que recebem os tecidos, Fernanda e Bruna avançam para a etapa de confecção das peças, contratando profissionais especializados para cada fase do processo. “Não temos uma equipe fixa, mas contamos com a mão de obra de pessoas qualificadas e remuneradas de forma justa”, afirmam. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

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