06 de Maio de 2026

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Geral - 15/12/2024

Braga Netto atuava em dois núcleos do golpe, segundo PF; veja quais

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Foto: Reprodução/Google

De acordo com a investigação da PF, Braga Netto se inseria em dois de seis grupos golpistas. Era responsável por promover campanhas para pressionar militares que não tinham aderido à aventura totalitária

O general Walter Braga Netto estava envolvido em dois núcleos de atuação para a desestabilização da ordem institucional, segundo o inquérito da Polícia Federal (PF) que apura a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O primeiro era responsável por "Incitar militares a aderirem ao golpe de Estado" e o segundo, o "Núcleo de oficiais de alta patente com influência e apoio a outros núcleos". O militar foi um dos 37 indiciados pela PF, cuja representação está sendo analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Ao todo, eram seis núcleos. O "Núcleo responsável por incitar militares a aderirem ao golpe de Estado" teria a seguinte forma de atuação, segundo a PF: "Eleição de alvos para amplificação de ataques pessoais contra militares em posição de comando que resistiam às investigadas golpistas. Os ataques eram realizados a partir da difusão em múltiplos canais e através de influenciadores em posição de autoridade perante a 'audiência' militar".

 

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Integravam esse grupamento, além de Braga Netto, o influenciador Paulo Figueiredo (neto do último presidente da ditadura, general João Baptista Figueiredo), Aílton Gonçalves (ex-major do Exército, expulso da força em 2006 após sete prisões por indisciplina), Bernardo Romão Correa Neto (coronel do Exército e que está preso) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e delator).A atribuição do "Núcleo de oficiais de alta patente com influência e apoio a outros núcleos" era esta, de acordo com a representação da PF: "Utilizando-se da alta patente militar que detinham, agiram para influenciar e incitar apoio aos demais núcleos de atuação por meio do endosso de ações e medidas a serem adotadas para consumação do golpe de Estado".

 

Além de Braga Netto, integravam esse grupo o então comandante da Marinha Almir Garnier, o general Mario Fernandes (preso e responsável pela articulação de integrantes das Forças Especiais para a operação golpista), Estevam Theophilo (general e comandante do Comando de Operações Terrestres do Exército/Coter), Laércio Vergílio (coronel do Exército que, em mensagem, tentou emparedar o comandante do Exército, Freire Gomes) e Paulo Sérgio Nogueira (general e então ministro da Defesa).

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Na liderança desses núcleos, Braga Netto deu início a uma campanha de desestabilização. Um dos alvos principais foi o general Freire Gomes, que se recusou a aderir à aventura golpista e foi perseguido por causa disso. O ex-ministro de Bolsonaro foi implacável com a recusa do comandante do Exército em embarcar na trama — é chamado de "cagão" em conversa com Aílton Gonçalves.

 
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"Meu amigo, infelizmente tenho que dizer que a culpa pelo que está acontecendo, e acontecerá, é do general Freire Gomes. Omissão e indecisão não cabem a um combatente", diz o texto encaminhado por Braga Netto a Aílton, supostamente repassado por um amigo "FE" (Forças Especiais) do general preso ontem pela PF. E arremata: "Oferece a cabeça dele. Cagão". 

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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