Somos resistência e nossas lágrimas se tornarão marés de revolta.
Por Maria Santana Souza - Escrevo estas linhas com os olhos marejados pela dor de ver tantas mulheres vitimadas pelo feminicídio no Brasil. Chegamos a um quadro de doença social, uma verdadeira epidemia de crimes contra a mulher, uma situação desesperadora para nós.
Mas não vamos esmorecer, não vamos parar de lutar contra a ideologia que nos oprime, nos massacra, nos mata. Somos resistência e nossas lágrimas se tornarão marés de revolta.
A intervenção do Estado é fundamental para o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. Medidas podem ser tomadas. Políticas podem ser implementadas. É só ter vontade política.
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Dentro da máquina do Estado, no serviço público, é imperioso o treinamento dos agentes públicos para o entendimento e o combate contra a violência de gênero. Nesse aspecto, não somente a violência contra a mulher, mas contra a comunidade LGBTQIA+, contra o racismo e todo tipo de preconceito. Servidores públicos precisam dessa formação.
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No âmbito escolar, o respeito às mulheres e ao outro deve ser tema transversal, com esclarecimentos em sala de aula, seminários e campanhas. Ações de combate e prevenção de violência contra as meninas devem ser permanentes, evitando que a escola se torne um espaço de reprodução do machismo, da misoginia e do desrespeito ao ser humano.
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Ainda no âmbito do serviço público, o governo do estado poderá enviar à Assembleia Legislativa projeto de lei versando sobre o afastamento imediato das suas funções o agente público que cometer violência contra mulher, contra homoafetivos, transexuais e congêneres. O Estado não pode ser omisso nem condescendente com agressor. É preciso fazer do serviço público um exemplo de boa prática humanística.
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O estado do Amazonas deverá tem uma política de acolhimento para a mulher vítima de violência doméstica, com apoio financeiro, de moradia e cestas básicas, até que a vítima consiga a autonomia necessária para tocar sua vida. É imprescindível essa medida, pois muitas mulheres ainda têm medo de fugir da violência doméstica em razão da sua dependência financeira. Sua e dos seus filhos.
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Nos municípios, espaços de acolhimento, com salas e profissionais qualificados, devem ser construídos ou alugados, para atender mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência doméstica. Onde existir delegacia da mulher, a interação entre esses dois órgãos será imprescindível. Em situações mais graves, o acolhimento na capital deverá ser feito de acordo com o programa de rede.
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No próximo artigo, continuaremos apresentando nossa contribuição para superação da violência contra a mulher, a fim de que o novo governo do Amazonas possa servir de base e exemplo nessa área aos demais estados e à sociedade.
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Fotos: Reprodução/Google
Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. Formada em Direito, começou sua carreira no jornalimo como editora do Portal do Zacarias. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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