Em 2024, foram 1.459 assassinatos de mulheres ou quatro mulheres mortas por dia ou uma mulher morta a cada seis horas.
O dia 7 de dezembro de 2025 entrou para a história como o dia em que as mulheres brasileiras foram às ruas protestar contra o feminicídio e reivindicar seu direito à vida e à dignidade. Em 2024, foram 1.459 assassinatos de mulheres ou quatro mulheres mortas por dia ou uma mulher morta a cada seis horas.
São números que mostram uma epidemia de crimes contra a vida das mulheres, uma doença que vem crescendo a cada ano. E o feminicídio é subnotificado, pois tanto a polícia quanto a justiça não têm um entendimento da amplitude do problema e muitos assassinatos não são registrados como crimes de ódio contra a mulher.
Em 80% dos casos, o agressor era o companheiro ou ex-companheiro. As vítimas, na sua maioria, tinham entre 18 e 44 anos. 63% eram mulheres negras. Em 9 anos (2015 a 2024), o Brasil registrou 11.650 feminicídios. Em 2024, foram registrados 71.892 estupros de mulheres. Foram, em média, 196 casos por dia. Sim, os números são estarrecedores e não são apenas números, são vidas ceifadas e dignidade violada.
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Precisamos de políticas públicas que combatam essa realidade e venham a oferecer segurança às mulheres. As leis têm nos garantido apoio legal, mas leis não são autoexecutáveis. O Estado precisa criar mecanismos que reduzam esse morticînio e garantam às mulheres o pleno exercício da cidadania e preservação da vida.
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O Instituto DataSenado, junto com o Observatório da Mulher contra a Violência, revelou que 57% das mulheres do Amazonas já sofreram violência doméstica. É o maior índice entre os estados da Amazônia Legal.
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78% foram vítimas de violência física, 87% de violência psicológica e 78% de violência moral. 42% vivenciaram a primeira agressão até 19 anos de idade.
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No estado do Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) faz o acompanhamento da violência contra a mulher e pode servir de apoio ao futuro governador para elaborar um plano de combate ao problema.

No próximo artigo, vamos começar a apresentar propostas que possam servir ao plano de governo dos candidatos ao governo do Amazonas em 2026, no sentido de enfrentar a epidemia de crimes contra as mulheres.
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Fotos: Reprodução/Google/Divulgação
Maria Santana Souza é empresária, jornalista e uma das maiores referências em ativismo feminino no Amazonas. Formada em Direito, começou sua carreira no jornalimo como editora do Portal do Zacarias. É uma das autoras da obra” Mulheres Interseccionalidades, Vivencias Amazônicas”, Idealizadora e Diretora executiva do Site” Mulher Amazônica e do Pod Cast “ Ela Pod. Maria Santana Souza tem popularizado as temáticas que envolvem as causas Femininas, desafios e conquistas. É autora de uma coletânea de artigos. Seu olhar afiado e seu discurso direto fizeram dela uma voz ativa no cenário das temáticas que envolvem as causas das Mulheres no Amazonas.
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