30 de Abril de 2026

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Colunistas - 22/11/2025

A COP-30 e a esperança que vem da luta

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Foto: Reprodução/Google

Entre a paralisia dos Estados e a força das ruas, a COP-30 expõe que a verdadeira esperança climática nasce da luta social e do protagonismo dos povos, não dos acordos que nunca se cumprem.

Por Lúcio Carril - Enquanto escrevo estas linhas aqui do meio da floresta amazônica, a COP-30 ainda não concluiu os acordos de Estado para salvar o planeta terra. Os burocratas, encarregados da missão, devem entrar pelo fim de semana, num esforço hercúleo para acertar o verbo que vai virar letra morta. A COP-30 é um embuste necessário para manter viva a responsabilidade da política nas decisões que podem salvar o planeta e as vidas que nele existem.

 

Mas, na ordem mundial predominante, a desordem é que alimenta a crise climática. Não podemos esperar muito, ou quase nada, dessa balbúrdia chamada capitalismo. Nem mesmo o tímido Acordo de Paris foi implementado. Em fevereiro deste ano venceu o prazo para os países apresentarem as NDC (contribuições nacionalmente determinadas). 80% não entregaram as metas para redução de emissões para a próxima década.

 

O financiamento climático de 100 bilhões de dólares por ano para os países em desenvolvimento fazerem adaptação e mitigação não foram cumpridos pelos países ricos e maiores poluidores. A transição de combustíveis fósseis também virou cinza. Países como o Brasil insistem na exploração predatória dessa fonte suja de energia.A descarbonização só existe no papel e no discurso.

 

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Tem fundo para tudo que é gosto. Tem Fundo Amazônia, tem Fundo Nacional para Repartição de Benefícios e agora o Brasil propôs mais um: Fundo Florestas Tropicais para Sempre. Até hoje, os dois primeiros fundos criaram um buraco sem fundo de cargos de confiança no Ministério do Meio Ambiente e o fundo proposto por Lula é mais um agrado ao capital, para continuar tratando a floresta como um ativo financeiro, como denunciou em artigo o sociólogo e ativista ambiental Adilson Vieira.

 

E onde se meteu a esperança, esta senhora que alimenta nossos sonhos e utopias?

 

 

 

Ela esteve presente na Cúpula dos Povos na COP-30 e reuniu 70 mil militantes de 60 países, representando povos originários e tradicionais, feministas, indígenas, população em situação de rua, povos de terreiro, quilombolas, lgbtqiapn+, extrativistas, sindicalistas, trabalhadores da cidade e do campo. A Cúpula dos Povos ocorreu no período de 12 a 16 de novembro, em Belém, e apresentou um documento à COP-30, em forma de declaração, e não contou conversa.

 

 

 

Na sua primeira linha apontou a origem do problema: o modo de produção capitalista é a causa principal da crise climática crescente.E saiu revelando os sujeitos da crise que põe em risco todas as vidas no planeta: as empresas transnacionais com a cumplicidade do norte global, a privatização, mercantilização e financeirização dos bens comuns e o fracasso do modelo de multilateralismo.

 
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A esperança para o planeta está na luta social e não na política de Estado

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

É na luta social que está o enfrentamento às causas da crise climática no mundo e as soluções sem a ganância do mercado financeiro, está o protagonismo dos povos e o respeito aos saberes ancestrais como forma harmônica de vida, está o combate ao racismo, ao machismo e a toda forma de opressão.Não existe saída para o planeta que não seja pela superação das desigualdades sociais e a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores. É aqui que a esperança se encontra. 

 

Fonte: com informações BNC 

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