08 de Junho de 2026

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Economia - 08/06/2026

Zona Franca de Manaus espera pelo menos 200 fábricas em três anos

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Foto: Reprodução/Google

Estimativa da Suframa é reflexo da reforma tributária. O melhor é que não há saída de empresas da indústria do Amazonas.

A reforma tributária já começou a produzir reflexos na Zona Franca de Manaus (ZFM). A expectativa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é atrair mais de 200 novas fábricas nos próximos três anos, ampliando em cerca de 30% o atual parque industrial da região.

 

Hoje, o Polo Industrial de Manaus reúne aproximadamente 600 indústrias. Segundo o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, parte desse movimento ocorre porque a Zona Franca manteve benefícios previstos na Constituição, enquanto incentivos estaduais de outras regiões serão extintos gradualmente até 2032.

 

“Muitas empresas estão indo para lá por conta dessa questão, levando em consideração o crédito [tributário], para tornar o produto mais competitivo”, afirmou.O interesse envolve setores tradicionais, como eletroeletrônicos, motocicletas e ar-condicionado. No entanto, o segmento farmacêutico desponta como uma das principais apostas para os próximos anos. Até 2025, apenas uma fábrica de medicamentos operava na Zona Franca. Agora, mais de seis projetos já receberam aprovação para instalação no polo industrial.

 

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A reforma substitui tributos como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Para preservar a competitividade da Zona Franca, o novo sistema criou mecanismos de créditos tributários específicos para a região.O crescimento da procura ocorre em meio à ação judicial movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que questiona as regras criadas para manter as vantagens competitivas da Zona Franca após a reforma.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Montenegro rebate as críticas e afirma que não existe risco de migração em massa de indústrias. Segundo ele, muitas empresas já operam simultaneamente em Manaus e em outros estados, especialmente em São Paulo.

 
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“A maioria dessas fábricas grandes na Zona Franca tem unidades em Manaus e em São Paulo”, disse.Representantes do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) também rejeitam a tese de desindustrialização em outras regiões. Para eles, a reforma trouxe mais segurança jurídica aos investidores e abriu espaço para novos segmentos industriais no Amazonas. Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus possui proteção constitucional até 2073 e segue como principal modelo de desenvolvimento econômico da Amazônia Ocidental. 

 

Fonte: com informações BNC

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