17 de Maio de 2026

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Internacional - 08/03/2022

Zelensky diz que "moderou" ideia de entrar na Otan e admite "discutir" áreas separatistas

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Foto: Reprodução

A aliança tem medo de qualquer controvérsia e de um confronto com a Rússia?, afirmou o presidente ucraniano

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter “moderado” sua posição sobre o ingresso do país na aliança militar ocidental, a Otan, e admitiu diálogo sobre a situação de Lugansk e Donestk, no sul da Ucrânia – territórios separatistas reconhecidos como repúblicas independentes por Moscou.

 

Em entrevista à ABC News, dos Estados Unidos, na noite da segunda-feira 16, Zelensky se disse “pronto para o diálogo, mas não para a capitulação”, em referência às negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, para interromper a guerra referência às negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, para interromper a guerra em curso.

 

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Horas antes, o Kremlin reforçou que exige da Ucrânia o fim de ações militares; que mude sua Constituição a fim de garantir que não se juntará à União Europeia e à Otan; que reconheça a Crimeia como território russo; e que reconheça Donetsk e Lugansk como Estados independentes.

 

“Em relação à Otan, moderei essa questão há algum tempo, quando entendemos que a Otan não está pronta para aceitar a Ucrânia. A aliança tem medo de qualquer controvérsia e de um confronto com a Rússia”, afirmou Zelensky na entrevista.

 

Questionado sobre os separatistas no Donbass, declarou que a discussão envolve “garantias de segurança”.

 

 

 

“Acho que (são) itens sobre territórios ocupados temporariamente e repúblicas não reconhecidas por ninguém além da Rússia, pseudo-repúblicas. Mas podemos discutir e encontrar o compromisso sobre como esses territórios continuarão a viver. O que é importante para mim é como vão viver as pessoas nesses territórios que querem fazer parte da Ucrânia”, completou.

 

Também na segunda 7, a Ucrânia insistiu na sugestão de que Zelensky e Putin se reúnam para conversas diretas, o que representaria uma mudança nas atuais estratégias de negociação, baseadas em diálogos de delegações.

 

“Há muito tempo queremos uma conversa direta entre o presidente da Ucrânia e Vladimir Putin, porque todos entendemos que é ele quem toma as decisões finais, especialmente agora”, disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, em em pronunciamento na televisão.

 

Fotos: Reprodução

 

“Nosso presidente não tem medo de nada, incluindo um encontro direto com Putin”, acrescentou Kuleba. “Se Putin também não está com medo, deixe-o ir à reunião, deixe-os sentar e conversar.”

 

Fonte: Carta Capital

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