Entre os destaques do evento esteve a participação da Dra. Vânia Maria Nunes dos Santos
O Departamento de Geociências (DEGEO) e o Programa de Pós-Graduação em Geociências (PPGGEO) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) sediaram o Workshop Trilateral Amazônia+10 – “Clima e Sociedade: Desafios e Resiliências Hidroclimáticas”, um evento que reuniu pesquisadores do Brasil, da França e da Guiana Francesa para refletir sobre os impactos das mudanças climáticas nos rios, zonas úmidas e comunidades amazônicas.
Financiado pela Iniciativa Amazônia+10 e pela Embaixada da França no Brasil, o encontro foi um marco na cooperação científica internacional voltada à sustentabilidade ambiental e social na região amazônica. A iniciativa contou ainda com o apoio do Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA), do programa HYBAM, e do Institut de Recherche pour le Développement (IRD) no Brasil, fortalecendo o intercâmbio de saberes e experiências entre instituições de renome.
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Dra. Vânia Maria Nunes dos Santos: ciência, educação ambiental e corresponsabilidade
Entre os destaques do evento esteve a participação da Dra. Vânia Maria Nunes dos Santos, referência nacional em educação ambiental, ensino de geociências e políticas públicas voltadas à sustentabilidade. Cientista social com formação sólida e uma visão interdisciplinar, a pesquisadora tem consolidado uma trajetória acadêmica marcada pelo rigor científico, pela inovação metodológica e por um comprometimento profundo com a formação cidadã e a preservação ambiental.
Para Vânia Nunes o papel da aprendizagem social como eixo estratégico para enfrentar as transformações ambientais e climáticas da Amazônia, propondo um olhar integrado entre ciência, sociedade e políticas públicas. Essa perspectiva amplia a capacidade de resposta das comunidades frente às crises ambientais e fortalece o compromisso coletivo com a sustentabilidade.
Diálogo trilateral e ciência em rede
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A parceria entre Brasil, França e Guiana Francesa amplia o alcance das discussões sobre as transformações climáticas que afetam a Amazônia, especialmente no contexto dos eventos extremos de seca e enchentes que têm alterado drasticamente o ciclo hidrológico da região. Ao reunir geólogos, hidrólogos e cientistas sociais, o workshop promoveu uma abordagem interdisciplinar, essencial para compreender como o clima e a sociedade se entrelaçam nos territórios amazônicos.
A troca de conhecimentos científicos e saberes locais foi destacada como elemento central para construir soluções que equilibrem desenvolvimento, preservação ambiental e justiça social. A Amazônia, com sua biodiversidade única e papel crucial na regulação climática do planeta, demanda esforços integrados que ultrapassem fronteiras nacionais e unam diferentes campos do conhecimento.
Por que falar sobre os desafios hidroclimáticos amazônicos é urgente

Fotos: Divulgação
Os desafios hidroclimáticos — como secas severas, inundações e alterações nos regimes dos rios — afetam diretamente a vida das populações ribeirinhas, a agricultura, a produção de energia e a conservação da fauna e flora. Em anos recentes, episódios de estiagem extrema expuseram a vulnerabilidade das comunidades e mostraram que os efeitos da crise climática já são uma realidade palpável.
Discutir esses fenômenos, portanto, não é apenas um tema científico, mas uma necessidade social e política. A pesquisa e a cooperação internacional são fundamentais para criar políticas públicas eficazes, orientar práticas sustentáveis e garantir que o desenvolvimento da região ocorra sem comprometer o equilíbrio ecológico.
Como destacou o evento, a resiliência amazônica depende do conhecimento e da ação conjunta — entre universidades, governos, comunidades locais e organismos internacionais. É nesse diálogo entre ciência e sociedade que surgem as soluções mais duradouras para enfrentar os desafios de um planeta em transformação.
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