Mas o governador do Amazonas também não pensa em descansar após cumprir oito anos na cadeira mais importante e poderosa do estado.
O governador Wilson Lima (União Brasil) tem sido taxativo quando conversa sobre seu futuro após o mandato. A todos diz que não quer cargo, mas que também não irá descansar. Ao contrário, Lima projeta que irá se resguardar para reaparecer não somente mais experiente, mas também intelectualmente preparado para tratar política, técnica e teoricamente o Amazonas e o Brasil.
O plano do governador é “descansar sua imagem” estudando. Jornalista de profissão, Wilson pretende, imediatamente, ingressar em um curso de mestrado com foco em um futuro doutorado. Ele ainda não definiu em qual instituição pretende estudar, no entanto, já escolheu o tema: políticas públicas para a Amazônia.Dessa forma, Wilson Lima se prepara para estabelecer um novo “ponto fora da curva” na história política amazonense. O primeiro foi não renunciar e negar-se ao carreirismo; o segundo, agora, será dedicar-se à pesquisa para tornar-se um intelectual e político mais robusto.
Nos últimos 60 anos da história do Amazonas, não há referência semelhante. Os 15 governadores que ocuparam o cargo antes de Wilson Lima não demonstraram preocupação com estudos de pós-graduação stricto sensu. Entre eles, pode-se citar Arthur Cézar Ferreira Reis (1964–1967), o aliado da ditadura mais intelectualizado a governar o estado.
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Foto: Reprodução/Google
Na verdade, Wilson Lima possui lastro para fugir do curso natural da história política local, sobretudo pela forma como surgiu no cenário público. Em 2018, até então desconhecido politicamente, elegeu-se governador derrotando uma lenda: Amazonino Mendes.Assim, deixar em suspenso sua atividade política para se dedicar ao conhecimento parece ser o plano normal em sua sinuosa trajetória.
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Fonte: com informações BNC
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