No limite do prazo eleitoral, Wilson Lima deixa o governo para disputar o Senado, defendendo seu legado e a Zona Franca.
Em um movimento que altera definitivamente o tabuleiro político do Amazonas, o agora ex-governador Wilson Lima (União) quebrou o silêncio na manhã deste domingo de Páscoa, dia 5. Exatamente às onze horas e trinta minutos após oficializar sua saída do comando do Executivo Estadual, Lima publicou um vídeo em suas redes sociais para explicar a decisão que vinha sendo alvo de intensas especulações nos bastidores do Poder em Manaus.
A renúncia ocorreu no limite do prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral. Wilson Lima precisou deixar o cargo para cumprir as regras de desincompatibilização, condição obrigatória para quem pretende disputar as eleições de 2026. O timing coincide também com o fechamento da janela partidária, período de intensa movimentação e trocas de legendas que redefine as alianças para o próximo pleito.
“O cenário mudou”
No pronunciamento, o ex-governador adotou um tom de introspecção e admitiu ter voltado atrás em sua promessa anterior de concluir o segundo mandato. “Sempre disse que cumpriria meu mandato até o fim. E disse isso porque era de verdade o que eu acreditava naquele momento. Mas governar também exige coragem para tomar decisões difíceis, principalmente quando o cenário muda e o interesse do Estado precisa vir em primeiro lugar”, afirmou Lima.
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Sem detalhar especificamente qual será seu próximo destino nas urnas — embora os bastidores apontem fortemente para uma candidatura ao Senado Federal — Wilson Lima justificou que sua saída não é o abandono de um compromisso, mas o início de uma “nova frente” de contribuição ao Amazonas.
O legado e a sucessão
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Foto: Reprodução/Google
Durante o vídeo de pouco mais de um minuto, o ex-gestor fez uma retrospectiva de sua passagem pelo governo, destacando a resiliência diante de crises sem precedentes: Crises Ambientais e Sanitárias: Citou o enfrentamento à pandemia, além das cheias e estiagens históricas.Programas Sociais: Deu ênfase ao Auxílio Estadual Permanente, que atende 300 mil famílias. Saúde e Interior: Mencionou a expansão de leitos e a interiorização de UTIs.
Ao finalizar, Lima buscou transmitir estabilidade ao mercado e à população ao avalizar seu sucessor. Ele reforçou a confiança em Roberto Cidade, que assume o comando do Estado com a missão de manter a continuidade administrativa e os programas sociais da gestão. “O Estado estará em boas mãos”, garantiu Wilson, sinalizando que a transição foi costurada para manter a coesão do grupo político que agora foca suas atenções em 2026.
Fonte: com informações BNC
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