18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 24/06/2025

Você sabia que muitas mulheres evitam a mamografia por medo do exame?

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Foto: Reprodução/Google

A verdade é que a importância da mamografia é subestimada no Brasil.

Depois do melanoma, o câncer de mama é a principal causa de óbitos de mulheres no mundo. Até 2030 são estimados mais 25 milhões de novos casos, 73 mil no Brasil só até o final de 2023. Como frear essa epidemia? Investindo nos exames de rastreamento nas esferas públicas (políticas públicas) e na privada (conscientização sobre a necessidade de fazer os exames com regularidade).

 

A verdade é que a importância da mamografia é subestimada no Brasil. Na pesquisa “Um Olhar sobre o Câncer de Mama no Brasil”, divulgada em agosto de 2023, cerca de 1/3 dos entrevistados afirma não fazer o exame com frequência e 19% nunca o fizeram. Foram pesquisadas 1237 pacientes, entre 20 e 70 anos, em todas as regiões do país.

 

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O grupo de entrevistadas menos engajada aos exames de rastreamento foram são as mulheres de 40 a 49 anos, que costumam utilizar o SUS. “A mamografia de rotina oferece a possibilidade de identificar lesões que ainda não são tumores malignos e também tumores invasores pequenos que a palpação não consegue detectar. É a forma indicada para aumentar as chances de curar a doença, evitar tratamentos que impactem demais na vida do paciente e reduzir a o número de mortes”, afirma Maira Caleffi, mastologista, chefe do serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento, presidente voluntária de FEMAMA e membro do Board da UICC (Union for International Cancer Control).

 

Quando detectado precocemente, o câncer de mama tem 95% de chances de cura. Por isso é fundamental seguir as recomendações do Ministério da Saúde que indica o exame anual para mulheres com 40 anos ou mais e, quando há antecedentes familiares, a partir dos 30 anos. O autoexame é importante sim, mas ele não é conclusivo.

 

“É necessário amplificar o discurso sobre o papel dos exames de rastreamento. Por enquanto não temos outra alternativa com evidências científicas que superem o impacto da mamografia de rotina na melhoria das curvas de mortalidade. É preciso fazer isso com afeto, com as responsabilidades de todos e com empatia”, afirma Maira Caleffi.

 

Confira alguns dados

 

 

 

Na pesquisa 1.237 pacientes de câncer de mama foram submetidas a pergunta: “antes do diagnóstico, você costumava fazer a mamografia com frequência?”. Confira as respostas:

 

“Não costumava fazer mamografia”

 

 

 

20% das mulheres de 40 a 49 anos usuárias do SUS
08% das das mulheres de 40 a 49 anos da rede suplementar de saúde
16% das mulheres com mais de 50 anos usuárias do SUS
06% das mulheres com mais de 50 anos da rede suplementar de saúde

 

“Sim, costumava fazer anualmente”

 

 

45% das mulheres de 40 a 49 anos usuárias do SUS
73% das das mulheres de 40 a 49 anos da rede suplementar de saúde
53% das mulheres com mais de 50 anos usuárias do SUS
82% das mulheres com mais de 50 anos da rede suplementar de saúde

 

Uma causa de todos nós

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Empatia, inclusive, é a palavra-chave na campanha do outubro rosa de 2023. FEMAMA acredita que com empatia, pacientes sentem-se encorajados para enfrentar a doença, homens e mulheres se ajudam a lembrar do papel dos exames de rastreamento e a população apoiará mais as políticas públicas em prol da saúde da mama. Sim, o câncer de mama é uma causa de todos nós, homens e mulheres, jovens e idosos. Sim, homens também podem ter câncer de mama e a incidência em mulheres jovens cresce a cada ano.

 

A empatia torna esse assunto comum a todos nós, é importante para sensibilizar a sociedade tanto no sentido privado, de ajudar quem está por perto, como também na esfera institucional, no ato de apoiar políticas públicas em prol da prevenção, diagnóstico e tratamentos. “Já avançamos na aprovação de leis e agora é preciso o envolvimento da opinião pública para exigir o cumprimento dessas conquistas no dia a dia. A mudança de consciência ainda está em curso e contamos a empatia de todos para divulgar informações de qualidade sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença”, finaliza Maria Caleffi.

 

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FEMAMA acredita na informação de qualidade, nos cuidados mútuos e no poder das redes de apoio para o acolhimento ao paciente e seus familiares. Por isso, cuide-se, cuide de quem está por perto e apoie políticas públicas em prol da saúde. Lembre-se: com empatia, somos mais Vida. Feliz outubro rosa!

 

Fonte: com informações Portal Femama

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