16 de Abril de 2026

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Geral - 02/02/2026

Viúvo de mulher morta em desabamento no Maracanã se desespera: 'Não sei o que vou fazer com a minha vida'; filha de 7 anos está internada

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Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Outras oito pessoas já foram resgatadas dos escombros; uma delas, uma adolescente de 14 anos, foi encaminhada para um hospital

Parentes de Michele Martins, de 40 anos, morta num desabamento na Avenida Presidente Castelo Branco 298, no Maracanã, Zona Norte do Rio, ocorrido na madrugada desta segunda-feira, estão desolados com a tragédia. Filha de Michele, Agatha Valentina, de 7 anos, foi retirada viva dos escombros por equipes do Corpo de Bombeiros e seguiu para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro, onde se encontra em estado estável. Outras oito pessoas foram retiradas do local — uma delas, uma adolescente de 14 anos, foi levada para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier. Ela já teve alta. A Defesa Civil municipal interditou e iniciou o processo de demolição em 12 imóveis no entornou do que desabou.

 

Agatha Valentina ficou soterrada por cerca de seis horas até ser resgatada. Durante o trabalho de buscas, ela chegou a se comunicar com os bombeiros e chamava pela mãe. Abalado, o pai da menina e viúvo de Michele, Alessandro de Souza, falou sobre a perda da companheira. — Eu perdi minha companheira aqui. Não sei o que vou fazer com a minha vida — disse.

 

Segundo parentes e amigos, a família morava na região havia bastante tempo e era conhecida pelos vizinhos. Um amigo relatou o clima de apreensão desde o início da ocorrência. — Todo mundo em volta ficou assustado — afirmou, sem se identificar. Ainda de acordo com esse amigo, o desabamento ocorreu no momento em que o pai havia acabado de sair da casa.

 

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— Assim que o pai colocou o pé para fora da casa, houve o desabamento. A Valentina ficou horas embaixo dos escombros. A mãe não aguentou — disse. De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a construção que ruiu era formada por duas casas geminadas, com quatro pavimentos. Mais de 50 militares e sete unidades operacionais atuaram no local, com apoio de 12 viaturas, incluindo especialistas do Grupo de Operações Especiais (Goesp) e alunos do Curso de Operações de Salvamento em Desastres (Cosd).

 

Imóveis interditados

 

Fotos: TV Globo


A Defesa Civil municipal interditou e iniciou o processo de demolição em 12 imóveis no entornou do que desabou. Em entrevista no local, o subsecretário municipal de Defesa Civil, Rodrigo Gonçalves, afirmou que as famílias estão sendo assistidas pela Secretaria municipal de Assistência Social.

 

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Questionado sobre relatos de moradores que afirmam que a área já apresentava risco há anos, Gonçalves disse que a vistoria identificou problemas estruturais comuns na região. — Constatamos muitos prédios sem embasamento técnico, sem engenheiro ou arquiteto responsável, além da falta de manutenção, o que agrava muito essas condições. Não temos histórico de vistoria específica nesse imóvel — explicou.

 

Fonte: Com informações Extra Globo 

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