20 de Abril de 2026

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Internacional - 19/02/2026

Virginia Giuffre: quem foi a mulher que expôs ex-príncipe Andrew no escândalo Epstein

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Foto: ReproduçãoGoogle

Andrew foi acusado de manter relações sexuais forçadas quando a vítima ainda era menor de idade

Derivada do caso Jeffrey Epstein, a prisão do ex-príncipe Andrew nesta quinta-feira, 19, dá novo peso às denúncias sustentadas por Virginia Giuffre ao longo de duas décadas. Ela foi a principal peça de acusação contra o duque de York, afirmando ter sido vítima de tráfico sexual e forçada a manter relações com o membro da família real em três ocasiões distintas, quando ainda era menor de idade.

 

O caso Epstein é um dos maiores escândalos criminosos deflagrado nos Estados Unidos e envolve figuras de poder da elite mundial. O financista comandava uma rede internacional de tráfico humano e crimes sexuais, sendo Giuffre uma das vítimas mais vocais em relação ao curso do processo. Após anos de luta e acúmulo de traumas desde a infância, Giuffre tirou a própria vida em abril 2025. Ela deixou um livro póstumo em que detalhou os abusos sofridos e sustentou as acusações até sua morte.

 

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Quem foi Virginia Giuffre

 


Nascida em 1983 sob o nome de Virginia Roberts, a jovem enfrentou uma infância difícil e passou por diferentes lares adotivos. Aos 7 anos sofreu abuso sexual de um amigo da família, o que fez com que seus anos como criança fossem “roubados”, segundo ela.

 

Virginia cruzou o caminho de Jeffrey Epstein no início dos anos 2000, enquanto trabalhava como assistente de vestiário no resort Mar-a-Lago, de Donald Trump, na Flórida. Recrutada por Ghislaine Maxwell – então companheira e braço direito de Epstein – ela foi inserida em uma rede de exploração sexual que operava em residências de luxo em Nova York, Novo México, Ilhas Virgens e Londres. Na época, a jovem era menor de idade, com apenas 17 anos.

 

Fotos: ReproduçãoGoogle

 

A denúncia mais contundente de Giuffre envolveu o príncipe Andrew, duque de York. Ela afirmou ter sido forçada a manter relações sexuais com o príncipe em três ocasiões – em Londres, Nova York e na ilha privada de Epstein. A defesa de Andrew sempre negou veementemente tais alegações. Em uma entrevista à BBC em 2019, o príncipe afirmou não se recordar de ter conhecido Giuffre, apesar da circulação de uma fotografia amplamente divulgada que os mostrava juntos na residência de Maxwell em Londres.

 

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Após anos de batalhas judiciais, Virginia Giuffre e o príncipe Andrew chegaram a um acordo extrajudicial em 2022, o que evitou um julgamento civil, mas resultou na retirada definitiva dos títulos militares e patrocínios reais do príncipe. Giuffre não viveu para presenciar os desdobramentos mais recentes de sua luta. Ela se suicidou em abril de 2025, deixando um livro de memórias póstumo, “Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice” (A Garota de Ninguém: Uma Memória de Sobrevivência ao Abuso e Luta por Justiça, em tradução livre), publicado em outubro do mesmo ano. A obra trouxe detalhes adicionais que reacenderam as investigações sobre a rede de Epstein.

 

Fonte: Com informações Revista IstoÉ 

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