21 de Abril de 2026

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Violência contra Mulher - 28/06/2024

Violência contra as mulheres: casos de feminicídio e estupro aumentam no Rio de Janeiro em 2024

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Foto: Reprodução/Pixabay

São urgentes campanhas de prevenção, responsabilização de agressores e elaboração de políticas públicas efetivas

Ser mulher no estado do Rio de Janeiro nunca foi fácil, mas a realidade se tornou ainda mais assustadora em 2024. Um estudo recém-divulgado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) revela um aumento alarmante em todos os tipos de violência de gênero monitorados entre janeiro e abril: estupros aumentaram 1,1%, feminicídios 11,8% e tentativas de feminicídio chocantes 44,8%.

 

Na capital, a situação é ainda mais grave. Os casos de estupro subiram 18,4% e as tentativas de feminicídio aumentaram 78,6%. As Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) na capital registraram aumentos vertiginosos: Tijuca com 121,4%, Leblon com 61,5%, Bangu com 51%, Campo Grande com 46,6%, Centro com 42,1%, Recreio com 39,4%, Botafogo com 35,7% e Jacarepaguá com 33,8%. Quanto às tentativas de feminicídio, Recreio e Centro viram aumentos de 200%, enquanto Jacarepaguá registrou 66,7%.

 

Esses números desenham um quadro desesperador e ressaltam a urgência de campanhas de prevenção, responsabilização dos agressores e fortalecimento de iniciativas da sociedade civil através de políticas públicas estratégicas.

 

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A segurança pública não é responsabilidade exclusiva da polícia ou do governo estadual. Prefeituras podem desempenhar um papel decisivo com políticas públicas que previnam tragédias desse tipo. No Rio de Janeiro, muitas ações podem ser tomadas para evitar a violência contra as mulheres. Melhorar a iluminação pública, por exemplo, é uma medida comprovadamente eficaz na redução da criminalidade. A falta de iluminação é uma das principais causas de insegurança para as mulheres, segundo o relatório "As Mulheres e a Cidade", da ONG ActionAid Brasil, que atua em 43 países na área de direitos humanos.

 

O relatório da ActionAid Brasil destaca que 70,6% das mulheres já deixaram de sair de casa por medo de assalto ou assédio, 73,9% desviaram o caminho por causa de ruas escuras e 39,5% mudaram a forma de se vestir para tentar evitar assédios, especialmente no transporte público.

 

Além da iluminação, há uma necessidade urgente de implementar programas de geração de emprego e renda, incluindo um programa de renda mínima prioritário para mulheres chefes de família. Também é essencial expandir políticas públicas que promovam a capacitação das mulheres e previnam situações de violência, como a criação de mais unidades das Casas da Mulher Carioca. Estes centros oferecem cursos de capacitação gratuitos, atendimento psicológico e orientação jurídica para mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência.

 

Cada unidade das Casas da Mulher Carioca possui um Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher em situação de violência (NEAM), com uma equipe multidisciplinar dedicada. Esse trabalho é fundamental para garantir a autonomia das sobreviventes da violência de gênero.

 

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Os dados apresentados são um grito de alerta. É imperativo que autoridades e sociedade civil se unam para combater essa epidemia de violência contra as mulheres, criando um ambiente onde todas possam viver sem medo e com dignidade.

 

Fonte: com informações de Brasil de Fato

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