09 de Maio de 2026

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Segurança Pública - 06/11/2022

Vídeo mostra padrasto puxando cabelo, tapando boca e levantando criança de 7 anos pelo pescoço em condomínio de luxo em Moema, na Zona Sul de SP

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Foto: Reprodução

Pai da vítima criou conta nas redes sociais para denunciar o caso. 'A qualquer momento, ele pode ser um novo Henry Borel', diz. A Secretaria da Segurança Pública informou que solicitou a adoção de medidas para a preservação da integridade física da crianç

Câmeras de segurança de um condomínio de luxo em Moema, na Zona Sul de São Paulo, registraram o momento em que uma criança de 7 anos foi agredida pelo padrasto na brinquedoteca do prédio. Veja no vídeo acima.

 

O vídeo mostra o garoto brincando com outras crianças. Momentos depois, Byron Junior, casado com a mãe da criança, aparece nas imagens.

 

Em seguida, o vídeo mostra que Byron agarra o menino pelo cabelo e o conduz rispidamente para fora do ambiente. Depois, o homem tapa a boca do garoto com uma mão, segura seu pescoço e o suspende no ar durante alguns segundos.

 

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 Vídeo mostra padrasto puxando cabelo, tapando boca e levantando criança de 7  anos pelo pescoço em condomínio de luxo em Moema, na Zona Sul de SP | São  Paulo | G1

 

As agressões aconteceram no início de outubro deste ano, mas o pai da criança, o coronel da reserva Guilherme Bordini, ficou sabendo do fato apenas na terça-feira (1º), ao ter acesso às imagens. Ele registrou boletim de ocorrência por agressão no 27º Distrito Policial, no Campo Belo.

 

Ao g1, Guilherme Bordini disse temer a morte do filho e relembrou o caso do menino Henry Borel, que foi morto no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, no Rio de Janeiro, em março de 2021.

 

"A qualquer momento, ele pode ser um novo Henry Borel. A cena desse animal pegando meu filho pelo pescoço e tapando a boca para não gritar não vai sair da minha cabeça nunca mais".

 

Vídeo: padrasto levanta menino de 7 anos pelo pescoço e tapa sua boca em  condomínio de luxo em SP - Notícias - R7 São Paulo


Segundo o pai, moradores do condomínio também teriam denunciado outras agressões do padrasto ao Conselho Tutelar.

 

Na quinta-feira (3), Bordini criou uma conta no Instagram a fim de divulgar as agressões sofridas pelo filho. O ex-militar tenta na Justiça, há cerca de dois anos, a regulamentação da guarda do garoto para o regime compartilhado.

 

O g1 tentou contato com Byron, que não quis se pronunciar no momento.

 

Investigação

 

Pai de criança agredida criou conta no Instagram para denunciar abuso — Foto: Reprodução


A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo investigado pelo 27º Distrito Policial, em Campo Belo.

 

"Ao tomar conhecimento dos fatos, a autoridade policial solicitou a adoção de medidas para preservação da integridade física da criança. Diligências seguem em andamento visando ao esclarecimento dos fatos e demais detalhes serão preservados por envolver menor de idade", diz em nota.


Ao g1, a mãe da criança confirmou a agressão e disse não querer se manifestar sobre o caso.

 

O que dizem os especialistas

 

O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e Presidente da Comissão de Adoção e de Convivência Familiar de Crianças e Adolescentes da OAB-SP. — Foto: Arquivo Pessoal

Fotos: Reprodução


O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e Presidente da Comissão de Adoção e de Convivência Familiar de Crianças e Adolescentes da OAB-SP, afirma que há indícios no vídeo de "maus tratos por abuso nos meios de correção e disciplina, expondo a perigo a vida e saúde da criança".

 

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Ele aponta que o padrasto pode ter cometido "crime de tortura, por submeter a criança a intenso sofrimento físico e psicológico, mediante violência".

 

“Imediatamente a criança precisa passar por uma escuta protegida e por um depoimento especial, para que ela seja ouvida por especialistas e pelo judiciário e sejam adotadas as medidas de proteção para se evitarem situações mais graves ou uma tragédia. O problema é que o sistema de proteção de crianças e adolescentes no Brasil costuma ser muito precário, moroso e burocrático ao lidar com essas situações e as crianças ficam expostas às violências”, completou.

 

Veja Vídeo:

 

 

Fonte: Com informações do Portal G1

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