Ex-presidente tinha colocado em suas redes sociais depoimento de procurador dizendo que a eleição de Lula tinha sido fraudada, em seguida à invasão dos extremistas em 8 de janeiro. Depois apagou e disse ter perdido
O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou, ontem, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o vídeo publicado e apagado no Facebook pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, dois dias após a tentativa de golpe de 8 de janeiro, no qual ele questionava a lisura do processo eleitoral. A Meta, empresa que controla a plataforma, havia informado que não poderia resgatar a publicação.
O vídeo e os registros da postagem serão juntados à investigação em curso. O relatório produzido pela Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise do MPF, analisa vestígios digitais da publicação feita pela conta de Bolsonaro.
Em 10 de janeiro, dois dias depois dos ataques que depredaram os prédios dos Três Poderes, o ex-presidente compartilhou trecho de entrevista concedida pelo procurador do Estado do Mato Grosso do Sul, Felipe Marcelo Gimenez, à Rádio Hora 92,3 com mentiras sobre o resultado e a validade das eleições de 2022 — vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.
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O vídeo com desinformação foi apagado duas horas depois por Bolsonaro, que se encontrava nos Estados Unidos. Em depoimento à Polícia Federal (PF), em abril, o ex-presidente alegou que não assistiu à íntegra do vídeo que compartilhou. Afirmou, ainda, que "em momento algum, emitiu juízo de valor" sobre o material. O ex-presidente também disse que queria enviar o vídeo para si mesmo para assistir depois, mas errou e terminou por publicá-lo.
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Fotos: Reprodução/Google
A defesa de Bolsonaro afirmou que ele estava sob efeito de remédios quando divulgou a gravação — à época estava internado em um hospital para tratar de uma obstrução intestinal.A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou por três vezes a preservação do material. No início do mês, o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou que a Meta entregasse o vídeo publicado por Bolsonaro, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. No entanto, a empresa alegou que a postagem fora deletada pelo próprio ex-presidente e que o conteúdo não estava mais disponível nos servidores — "o que impossibilita o cumprimento da ordem".
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Procurada pelo Correio, a plataforma reiterou o posicionamento e destacou que "colaboramos com as autoridades e cumprimos ordens judiciais em conformidade com as leis e nossa capacidade técnica", ressaltou. A PGR considera o vídeo fundamental para que possa, eventualmente, denunciar o ex-presidente por incitação ao crime em decorrência dos atos de invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense
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