17 de Maio de 2026

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Violência contra Mulher - 06/01/2024

Viajante venezuelana teve corpo queimado e foi estuprada antes de ser morta, diz polícia

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Foto: Reprodução Google

Os detalhes do crime foram revelados pelos suspeitos em depoimento à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) no município.

A artista e cicloviajante venezuelana Julieta Inés Hernández Martínez, 38, encontrada morta na noite de sexta-feira, 5, teve o corpo queimado, foi estuprada e enterrada em uma cova rasa. Os detalhes do crime foram revelados pelos suspeitos em depoimento à Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) no município.

 

De acordo com o relatório policial, o casal que assumiu a autoria do assassinato foi identificado como Thiago Agles da Silva, 32, e Deliomara dos Anjos Santos, 29. Ambos moravam próximo ao local onde a viajante estava hospedada, no Espaço Cultural Mestre Gato, localizado no Ramal do Urubuí, no KM 1 da BR-174.

 

As investigações, comandadas pelo titular da 37ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), delegado Valdinei Silva, chegaram à dupla após partes da bicicleta de Julieta ser encontrada por um trabalhador em um matagal perto do local que funciona como ponto de apoio para pessoas que trafegam de bicicleta ou a pé pela rodovia.

 

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Após ser interrogado pela polícia sobre o paradeiro da artista, Thiago inicialmente disse que ela havia passado a noite no espaço de hospedagem e seguido viagem, mas depois ele confessou o crime e mostrou onde o corpo de Julieta havia sido enterrado. Mesmo com a confissão, a versão do casal é divergente.

 

Versão da suspeita

 

Em depoimento à polícia, Deliomara afirmou que o companheiro Thiago Agles estava há três dias usando drogas e ingerindo bebida alcoólica e, na madrugada do dia 23 de dezembro, por volta de 1h, ele planejou roubar o celular de Julieta, que estava com o aparelho celular na rede em que estava deitada, na varanda da residência.

 

A suspeita disse que o homem foi até a rede onde a vítima estava dormindo e exigiu que ela entregasse o celular. Depois, ele enforcou a vítima, jogou no chão e mandou Deliomara amarrar os pés Julieta. Em seguida, Thiago arrastou a artista para a cozinha da residência e começou a cometer abusos sexuais.

 

Ao presenciar a cena e com ciúmes da situação, Deliomara jogou álcool nos dois e ateou fogo. Com o corpo em chamas, Thiago correu e apagou as chamas com um pano molhado foi ao hospital municipal em busca de socorro. Já a suspeita relata que amarrou uma corda no pescoço da vítima, que estava desacordada, e a arrastou para a área de mata próximo à residência e a enterrou.

 

Versão do suspeito

 

Fotos: Reprodução Google

 

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Thiago Agles não confirma a versão de Deliomara. Ele relata que estava usando drogas com a Julieta e que em determinado momento a esposa, com ciúmes, teria jogado álcool nos dois e ateado fogo. O suspeito confirmou a polícia que tem passagem na Justiça pelo crime de tráfico de drogas no Estado de Roraima e estaria residindo em Presidente Figueiredo há 7 meses.

 

O casal tem cinco filhos, sendo um bebê de dois meses. As crianças foram encaminhadas pelo Creas e Conselho Tutelar aos cuidados de um familiar.

 

Fonte: com informações da Revista Cenarium 

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