16 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Geral - 16/05/2023

Venda polêmica de joias ligadas ao nazismo gera US$ 202 milhões

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Funcionária da casa de leilões Christie's exibe um diamante incolor de 90,36 quilates, em um colar de diamantes, no leilão World of Heidi Horten, em Genebra.

A venda polêmica de joias da falecida milionária austríaca Heidi Horten, viúva de um alemão que fez fortuna por sua relação com o nazismo, já gerou US$ 202 milhões (R$ 992 milhões), anunciou na segunda-feira (15) a casa Christie’s, que organizou o leilão.

 

O valor arrecadado supera o recorde anterior, batido em 2011 com a coleção de joias da atriz anglo-americana Elizabeth Taylor, que ultrapassou US$ 115 milhões (R$ 565 milhões).

 

A coleção de Heidi Horten é composta por mais de 700 joias, e seu valor total foi avaliado em mais de US$ 150 milhões (R$ 736 milhões). O leilão começou na última quarta-feira e os últimos lotes serão vendidos em novembro.

 

Veja também

 

Dez lojas Marisa são alvos de despejo por falta de pagamento de aluguel; dívida vai a R$ 10 milhões

Treinadora comportamental de Manaus anda sobre cacos de vidro e defende experiência: 'Técnica segura'

(Foto: Reprodução)

 

Como fez anteriormente, a Christie’s explicou que o montante arrecadado será doado a uma fundação que apoia causas filantrópicas, conforme a vontade de Heidi. Além disso, a casa de leilões afirmou que fará “uma doação significativa” dos lucros a instituições judaicas e à educação sobre o Holocausto, que considera “de importância vital”.

 

A declaração, no entanto, não impediu as críticas. A polêmica está relacionada à origem da fortuna do marido, Helmut Horten, dono de uma das maiores redes de lojas de departamentos da Alemanha.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

Em 1936, três anos depois que Adolf Hitler chegou ao poder, Horten assumiu a empresa têxtil Alsberg, após a fuga de seus donos, que eram judeus. Mais tarde, assumiu o controle de vários negócios que pertenceram a judeus que fugiram do nazismo. Posteriormente, Horten foi acusado de se beneficiar do espólio de propriedades de pessoas de origem judaica.

 

Segundo a Christie’s, dos 98% dos lotes vendidos, metade foi na Europa e no Oriente Médio; 28%, nas Américas; e 22%, na Ásia.

 

Fonte: com informações da Revista Istoé Dinheiro 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.