Despedida será aberta ao público até 15h, já o enterro será restrito a amigos e familiares
O velório de Gal Costa, que morreu em casa aos 77 anos, reuniu uma grande fila de fãs ao lado de fora da Assembleia Legislativa de São Paulo, Zona Sul da capital paulista, na manhã desta sexta-feira, 11. A entrada do público foi liberada por volta das 9h20 e deve permanecer aberta até 15h.
Por volta das 10h, já não havia mais fila no local. O filho da cantora, Gabriel Costa, e a viúva Wilma Petrillo permaneceram ao lado do corpo a maior parte do tempo.
Famosos também marcaram presença na despedida, entre eles a atriz Sophie Charlotte, o ator Julio Andrade, o apresentador Serginho Groisman, a apresentadora Bela Gil, a futura primeira-dama Janja e o vereador Eduardo Suplicy.
Veja também

Herança de Gal Costa surpreende fãs, ela terá um único herdeiro
Gal Costa fez o 'L' em foto no Instagram horas antes de morte ser anunciada
-1jefga7t1mjao.jpeg)
Muitas outras celebridades homenagearam Gal Costa com o envio de coroas de flores, entre elas Angélica e Luciano Huck, Carlinhos Brown, Silvio Santos, Boninho e Ana Furtado e Jorge Ben Jor.
Um dos primeiros da fila, o aposentado Antônio da Paz, de 67 anos, chegou ao local às 6h para poder dar o último adeus a Gal. "Perdemos uma grande cantora, que transmitia muita alegria e paz com as suas músicas", contou ele, que relembrou o trecho da sua música favorita: "Fagulhas, pontas de agulhas, brilham estrelas de São João."
Em meio a muitos cartazes, os fãs não escondem a dor e a tristeza pela perda. "Ela não morre, quem morre é a gente", afirma o publicitário Gustavo, de 24 anos. "Desmoronei. Foi uma morte muito inesperada", disse ele, segurando um livro autografado pela cantora na última vez que a viu com vida.
"Ela com certeza será eleita a rainha do céu", disse o autônomo Carlos Alberto Esquetine, 52 anos, que diz ser fã de Gal Costa desde a infância. "Tenho todos os discos dela", conta ela, que lamenta nunca tê-la visto em vida. "Ela deixa um legado muito grande."
-1ievjixwkf31v.jpg)
Já o aposentado Dorival Alves de Queiroz, de 65 anos, destacou a importância da cantora para a sua geração. "Representou muito a minha geração, em questão de comportamento. É triste saber que não vou poder mais assistir aos shows dela."
O enterro, que não teve o local divulgado, será restrito a amigos próximos e familiares.
Causa morte não informada

A causa morte da cantora não foi divulgada. Recentemente ela tinha passado por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita e se afastou dos palcos por recomendação médica. Ela era uma das atrações do festival Primavera Sound, no último fim de semana, mas a apresentação foi cancelada de última hora.
A cerimônia será realizada na Assembleia Legislativa, em São Paulo (SP), na sexta-feira, 11, entre 9h e 15h. O enterro será fechado apenas para amigos próximos e familiares.
A cantora passou recentemente por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita, e por isso se afastou dos palcos por recomendação médica. Ela era uma das atrações do festival Primavera Sound, no último fim de semana, mas a apresentação foi cancelada de última hora.
A cirurgia foi feita em setembro, após a apresentação da cantora no Coala, outro festival de música em São Paulo. Ela não voltou a se apresentar depois, mas tinha turnê marcada para dezembro e janeiro.
História na música

Gal Costa foi uma das maiores vozes da música popular brasileira desde que começou a cantar, na década de 1960. Adolescente, ela integrou o grupo Doces Bárbaros, junto com os também baianos Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil. O grupo lançou um disco que definiu o gênero musical na década de 1970.
Foi também parte importante do movimento tropicalista quando participou do álbum "Tropicália ou Panis et Circensis". Em 1971, ela fez parte do espetáculo "Fa-Tal", que também se tornou um álbum reverenciado na música brasileira.
Na década de 80, sua voz deu vida para temas de novelas, e seus álbuns em parceria com diversos artistas da MPB fizeram grande sucesso. Foi nessa década que Gal Costa abraçou causas sociais e se mostrou ativista, usando a música para trazer visibilidade para causas como a seca no Nordeste.

Fotos: Reprodução
Suas criações sempre tiveram co-participação de artistas relevantes, e nos trabalhos mais recentes, Gal arriscava incluir sons eletrônicos para atualizar sua obra, como no álbum Recanto, de 2011, aclamado pela crítica.
Em 2019, lançou o elogiado show A Pele do Futuro, com direção musical de Pupillo e direção geral de Marcus Preto, que virou um CD duplo e DVD.
Antes de morrer, Gal estava com a vida profissional atribulada, com a turnê "As várias pontas de uma estrela", na qual interpretava grandes sucessos da MPB dos anos 80. Ela também se programava para uma turnê na Europa.
Fila de fãs
Fãs fazem fila para se despedir de Gal Costa:
Fonte: Com informações do Portal Terra
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.