A maior seca da história foi atingida em 2010, quando o Rio Negro marcou, no dia 24 de outubro, 13,63 metros.
O nível do Rio Negro atingiu 14,90 metros nesta quinta-feira 5, o que representa a 9ª maior seca da história, segundo informações do Porto de Manaus. Isso significa que falta apenas 1,27 metro para o rio atingir o menor nível da medição, que iniciou em 1902.
A maior seca da história foi atingida em 2010, quando o Rio Negro marcou, no dia 24 de outubro, 13,63 metros. Nessa quarta-feira, 4, o Rio Negro marcava 15,02 metros. Houve uma redução de 12 centímetros em 24 horas. O Rio Negro é considerado o mais extenso rio de águas negras do mundo, e o segundo maior em volume de água — atrás somente do Rio Amazonas, do qual faz parte.
Durante a visita do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Geraldo Alckmin ao Amazonas, nessa quarta, o governador do Estado, Wilson Lima (União Brasil), afirmou que os dados apontam que o período será mais prolongado do que o normal e que será difícil os níveis dos rios voltarem à normalidade, pelo menos durante o próximo período de cheia.
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“Nós temos um trabalho permanente de acompanhamento da subida e descida dos rios. O que a Defesa Civil nos diz, e o que os especialistas apontam, é que nós teremos um período mais prolongado de estiagem. A gente costuma dizer que as chuvas comecem depois do Dia de Finados, esse ano a expectativa é que esse período chuvoso comece lá pro dia 15 de novembro, e que nós não teremos um período de cheia, um período chuvoso, capaz de fazer com que os rios voltem à normalidade“, explicou.
Alckmin e uma comitiva de ministros estiveram no Amazonas nessa quarta-feira para anunciar medidas afim de minimizar os impactos da estiagem, que já afetou mais de 200 mil famílias no estado. O vice-presidente anunciou a antecipação de uma série de benefícios, como antecipação do pagamento do programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
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Fotos: Reprodução
Estiveram presentes os ministros Marina Silva, de Meio Ambiente e Mudança do Clima; Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas; Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional; Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos; e Alexandre Silveira, de Minas e Energia.
O vice-presidente reforçou que todos os recursos possíveis serão disponibilizados pelo governo federal para minimizar os efeitos do fenômeno. “O presidente Lula solicitou que viéssemos aqui e que fizéssemos reunião de trabalho para ouvir a comunidade. Não faltarão recursos. Quem tiver necessidade, encaminhem para que a gente, dentro da lei, possa liberar os recursos o mais rápido possível e atender a população”, disse aos presentes.
Fonte: com informações da Revista Cenarium
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