O pedido foi apresentado após a publicação do primeiro trecho dos depoimentos pelo jornal O Globo
Os advogados de Mauro Cid solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de uma investigação para identificar os responsáveis pelo vazamento do conteúdo da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). A defesa alega que a divulgação coloca em risco não apenas Cid e sua família, mas também compromete o andamento do processo.
O pedido foi apresentado após a publicação do primeiro trecho dos depoimentos pelo jornal O Globo, posteriormente confirmado por outros veículos de imprensa. Embora reconheçam o direito à informação, os advogados afirmam que a situação não pode ser confundida com uma simples quebra de sigilo, argumentando que houve uma ação criminosa.
Nos relatos prestados à Polícia Federal, Cid detalha a existência de três grupos próximos a Bolsonaro após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O primeiro, formado por conservadores, defendia que o ex-presidente assumisse o papel de líder da oposição. Entre os nomes citados estariam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-advogado-geral da União, Bruno Bianco.
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Foto: Reprodução/Google
O segundo grupo, classificado como moderado, reconhecia supostas injustiças no processo eleitoral, mas descartava qualquer tentativa de intervenção. Entre seus integrantes estariam o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, e o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa.
Já a ala dos radicais, segundo Cid, se dividia entre aqueles que buscavam provas de uma possível fraude e os que defendiam uma ação mais extrema. Nesse núcleo, estariam figuras como Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, e o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.
A delação de Mauro Cid faz parte das investigações sobre uma possível tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e segue em análise pelo STF.
Fonte: com informações Portal Pardal Tech
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