Listas tríplices de desembargadores tem duas mulheres, e do MP, apenas uma. Definição caberá a Lula. Entidade defende concorrentes femininas para repor saída de ministras
O pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) escolheu, nesta terça-feira, as duas listas tríplices que serão usadas para preencher as duas vagas abertas na Corte. Na lista de desembargadores há duas mulheres; e na do Ministério Público, uma. Os finalistas serão submetidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ser pressionado a indicar mulheres aos postos. Os nomes aprovados pelo chefe do Executivo serão votados pelo Senado.
Na primeira lista, de desembargadores federais, os finalistas são Carlos Augusto Pires Brandão e Daniele Maranhão Costa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), e Marisa Ferreira dos Santos, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).
Dois desembargadores considerados favoritos ficaram fora da lista: Rogério Favreto (TRF-4) e Ney Bello (TRF-1). O primeiro ganhou notoriedade após determinar a soltura de Lula em 2018, quando o então ex-presidente estava preso por uma condenação na Operação Lava-Jato.
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Foto: Reprodução/Google
Já Bello era nome defendido pelos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).Na segunda lista, com membros do Ministério Público (MP), foram escolhidos o procurador Sammy Barbosa Lopes, do MP do Acre; a procuradora Maria Marluce Caldas Bezerra, do MP de Alagoas, e o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, do Ministério Público Federal (MPF) — que comandou as investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, no ano passado. Já a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge ficou fora da relação.
Ao fim da votação, o presidente do STJ, Herman Benjamin, elogiou os escolhidos. "Estamos com duas listas extraordinárias. Não queria estar na posição para escolher um dos nomes entre esses seis que serão entregues ao presidente da República", disse na sessão.
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Os dois escolhidos por Lula passarão por sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e por votação no plenário da Casa. Se aprovado, assumirão as cadeiras que foram das ministras Laurita Vaz e Assusete Magalhães, aposentadas em 2023 e 2024, respectivamente.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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