19 de Abril de 2026

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Saúde - 17/05/2024

Vacina de RNA, usada contra Covid-19, pode prevenir câncer; entenda

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Foto: Reprodução Google

Projeção é que até 2030 os imunizantes já sejam testados contra tumores

As vacinas de RNA mensageiro (RNAm), que têm sido protagonistas na luta contra a Covid-19 , agora estão preparadas para abrir uma nova frente no combate a outra doença: o câncer. Especialistas projetam que a primeira aprovação de um imunizante contra um tumor acontecerá ainda nesta década.

 

Os especialistas acreditam que as vacinas de RNAm têm um potencial imenso e serão um divisor de águas na oncologia. Embora ainda seja cedo para especular sobre os prazos de aprovação, a expectativa é que essas vacinas se tornem uma realidade até 2030. A grande questão será garantir que se tornem acessíveis a todos que precisam, especialmente em países como o Brasil.

 

Empresas que alcançaram sucesso na pandemia já vinham trabalhando há anos com o RNAm no desenvolvimento de vacinas antitumorais. No entanto, redirecionaram seus esforços para a Covid-19 em 2020. Agora, com a pandemia mais controlada, essas empresas retomaram os estudos, mirando inicialmente no câncer de mama.

 

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Vacinas em testes

 

 

No cenário global, a vacina mais avançada, atualmente na última etapa dos testes clínicos, é contra o melanoma, um câncer de pele agressivo. Desenvolvida pela Moderna em parceria com a MSD, recebeu o status de 'terapia inovadora' pela FDA, órgão dos Estados Unidos equivalente à Anvisa brasileira.

 

Resultados da fase 2 demonstraram uma redução significativa de 49% no risco de morte ou recorrência, e de 62% no de morte ou metástase. Além disso, a Moderna está nos estágios finais dos estudos clínicos de uma vacina contra o câncer de pulmão de células não pequenas e contra o câncer de bexiga.

 

Outro laboratório líder na criação de imunizantes de RNAm é o alemão BioNTech, pioneiro junto com a Moderna nas vacinas contra a Covid-19. Além de doses avançadas contra o melanoma e o câncer de pulmão, estão sendo desenvolvidas aplicações para vários outros tipos de câncer, como o colorretal e o pancreático.

 

Fotos: Reprodução Google

 

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No Brasil, a Fiocruz foi escolhida pela OMS para impulsionar a plataforma de RNAm. Agora, com a pandemia mais controlada, os pesquisadores voltaram a focar no combate aos tumores. Em estágio inicial, já foram selecionadas proteínas contra um tipo de câncer de mama, com o objetivo de criar uma opção de vacina mais universal.

 

Fonte: com informações do Portal iG 

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