19 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Ciência e Tecnologia - 06/01/2022

Usuários vão ao Twitter acusar plataforma de 'apoiar fake news'; entenda os motivos da mobilização

Compartilhar:
Foto: Reprodução

O Twitter virou tema de discussão no próprio Twitter nesta quarta-feira. A plataforma foi parar no primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Brasil com a hashtag "#TwitterApoiaFakeNews", que soma mais de 30 mil menções.

O Twitter virou tema de discussão no próprio Twitter nesta quarta-feira. A plataforma foi parar no primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Brasil com a hashtag "#TwitterApoiaFakeNews", que soma mais de 30 mil menções. O objetivo da campanha, impulsionada por perfis como o Sleeping Giants Brasil, é pressionar a rede social a agir, segundo os críticos, de forma mais rígida contra a desinformação, principalmente em relação à pandemia de Covid-19.

 

Nas postagens, os usuários destacam o fato de o Twitter ainda não oferecer no Brasil a possibilidade de denunciar publicações com mensagens falsas sobre a Covid-19, como ocorre em outros países, entre eles os Estados Unidos, onde está disponívei há seis meses. A campanha também questiona a verificação de contas bolsonaristas que espalham conteúdos enganosos sobre a vacinação contra a doença, inclusive de investigados por fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

Um dos casos citados é o da blogueira bolsonarista Bárbara Destefani, que recentemente recebeu selo de verificação da plataforma. O perfil de Bárbara foi apontado pelo ministro Alexandre de Moraes como parte de um mecanismo de criação e divulgação de notícias falsas contra instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Veja também 

 

Preços da indústria sobem 1,31% em novembro, diz IBGE

Supremo Tribunal Federal pressiona Aras para investigar Bolsonaro

Foto: Reprodução 

 

Em setembro do ano passado, a conta também foi alvo de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pedido da Polícia Federal, que determinou a desmonetização de perfis ligados a 11 influenciadores digitais, três veículos de mídia (Terça Livre, Folha Política e Jornal da Cidade Online) e um movimento político (Nas Ruas) apoiadores do presidente, acusados de propagar mensagens falsas sobre o processo eleitoral. Em nota, o Twitter afirmou que não comenta verificações caso a caso.

 

Usuários também resgataram publicações antigas de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, como o jornalista Guilherme Fiuza, sinalizadas em diversas ocasiões como eganosas pelo Twitter e questionam o fato de não terem sido removidas e de os perfis não terem sido banidos, a exemplo do que aconteceu, nos EUA, com a conta pessoal da congressista republicana da Geórgia Marjorie Taylor Greene por “por repetidas violações" à política de desinformação sobre a Covid-19.

 

Em 2020, o Twitter atualizou sua política para incluir alegações falsas sobre vacinas e outros temas relacionados à pandemia entre os conteúdos não permitidos ou que passariam a receber um selo com indicação de mensagem inverídica. Em março de 2021, a rede anunciou que passaria a desativar a conta que desrespeitar cinco vezes as regras de desinformação sobre Covid-19. Publicações relacionadas à pandemia feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo Ministério da Saúde e deputados federais Carla Zambelli (PSL-SP) e Daniel Silveira (PSL-RJ) já foram sinalizadas como enganosas pelo Twitter.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Procurada, a plataforma ainda não comentou a hashtag e os motivos citados pelos usuários para criticar a atuação do Twitter no tema.

 

Fonte: Portal EXTRA 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.