22 de Abril de 2026

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Política - 17/03/2023

Uso político das Forças Armadas por Bolsonaro é reconhecido pelo presidente do Superior Tribunal Militar

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Foto: Reprodução/STM

Em entrevista ao portal Metrópoles, Francisco Joseli Parente Camelo defende PEC proposta pelo Ministério da Defesa que prevê ida à reserva de militares que entrarem para a política

O ministro Francisco Joseli Parente Camelo, presidente do Superior Tribunal Militar, concedeu entrevista ao portal Metrópoles nesta sexta-feira (17), na qual reconhece que houve uso político das Forças Armadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defende a PEC proposta pelo ministro da Defesa, José Múcio, que prevê ida à reserva de militares que entrarem para a política.

 

O tenente-brigadeiro da Força Aérea Brasileira assumiu a presidência da corte na última quinta-feira (16). O STM é composto por dez oficiais generais, além de cinco civis. A atribuição do órgão máximo da Justiça Militar é processar e julgar crimes militares previstos no Código Penal Militar. O antecessor de Camelo era Lúcio Mário de Barros Góes.

 

Entrevistado logo após sua posse, foi questionado se durante o período de Bolsonaro à frente do país teria havido a chamada politização das Forças Armadas. O magistrado concordou e ponderou.

 

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“Houve. Mas isso, se você olhar para a história, quando Deodoro foi presidente e tivemos a Constituinte, os militares foram arrastados para a política. Na década de 20 tivemos o movimento tenentista. Muitos aderiram a Bolsonaro, é verdade. Tem os radicais e tem os bolsonaristas naturais. Estamos em uma democracia, vota-se no Bolsonaro ou no Lula, vota-se em quem quiser. O que não pode é pregar golpe”, declarou.

 

Camelo não explicou o que quis dizer com “bolsonaristas naturais”. Supõe-se que esteja se referindo àqueles que não pregaram um golpe de Estado ou teorias conspiratórias sobre as urnas.

 
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Já quando questionado sobre como impedir que novos usos políticos das Forças Armadas aconteçam, defendeu a PEC proposta pelo ministro da Defesa, José Múcio, que obriga militares da ativa que queiram entrar na política a irem para a reserva. Sua posição dialoga com as dos novos comandantes das Forças.

 

“Apoio completamente. Acho que as Forças Armadas têm que estar dentro dos quartéis, se preparando para a defesa da pátria e das fronteiras. O que estão propondo é: se o elemento for candidato, ele passa imediatamente para a reserva e não poder voltar”, explica.

 

Fonte: com informações da Revista Fórum 

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