08 de Dezembro de 2025

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Saúde - 02/12/2025

Uso de Viagra e Tadalafila cresce entre jovens e acende alerta de especialistas

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Foto: Reprodução/Google

A recomendação dos especialistas é clara: só usar inibidores de PDE-5 com prescrição médica e avaliação individual, descartando a automedicação e o uso ?recreativo?.

Nos últimos anos, médicos e autoridades de saúde têm identificado um crescimento significativo no uso de medicamentos como Viagra (sildenafila) e Tadalafila por jovens saudáveis — muitas vezes sem diagnóstico de disfunção erétil. A prática, muitas vezes associada a festas, consumo de álcool e até academias, preocupa por envolver automedicação e riscos à saúde.

 

O que dizem os dados sobre o aumento

 


• Segundo comunicado de 2025 da Conselho Federal de Farmácia (CFF), o consumo de Tadalafila no Brasil subiu expressivos 2.000% nos últimos nove anos.
• Em 2024, o genérico de Tadalafila foi o quinto remédio genérico mais vendido no país — e, já no primeiro semestre de 2025, tornou-se o quarto mais vendido.
• Estudos acadêmicos apontam que muitos jovens entre 18 e 30 anos fazem uso recreativo desses remédios, motivados por insegurança, ansiedade de desempenho ou pela crença de que terão uma vida sexual melhor, ainda que não haja disfunção.

 

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• A pressão por desempenho sexual — reforçada por redes sociais, cultura de comparação e expectativas irreais — tem levado jovens saudáveis a buscarem “segurança” com o uso desses medicamentos.
• Alguns usuários também associam o uso de Tadalafila a treinos na academia, acreditando (sem embasamento científico) que o fármaco poderia “turbo-carregar” a performance física evitando cansaço ou favorecendo a circulação, ideia rejeitada por especialistas.

 

Riscos e advertências de saúde

 

O uso indiscriminado dessas drogas, principalmente sem orientação médica, traz perigos — vários deles graves:

 

• Efeitos adversos comuns: dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal, azia, tontura.
• Complicações mais sérias: queda intensa de pressão, infarto, AVC, alterações visuais ou auditivas, e até ereção prolongada e dolorosa (conhecida como priapismo), o que pode gerar lesões permanentes.
• Risco de dependência psicológica: muitos acabam acreditando que só conseguirão ter uma boa “performance” sexual com o remédio — mesmo sem necessidade clínica.
• Interações perigosas: combinar com medicamentos contendo nitratos (usados em tratamentos cardíacos) ou substâncias ilícitas pode provocar efeitos imprevisíveis e graves.

 

Em razão desses alertas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que o uso de inibidores da PDE-5 deve ser feito apenas com prescrição médica e orientação. De acordo com uma pesquisa recente sobre uso de sildenafil entre jovens cis-heterossexuais, a adoção indiscriminada desses medicamentos está associada a discursos de masculinidade, performance sexual e à medicalização da juventude.

 

 

Em muitos casos, o medo de falhar, a insegurança corporal e a pressão social impulsionam o uso — embora, para a maioria das pessoas saudáveis, não haja necessidade clínica. Ao naturalizar o uso como “remédio para garantir a ereção”, a sociedade legitima uma cultura que transforma o prazer em “desempenho” e abre espaço para dependência psicológica e riscos reais à saúde.

 

O crescimento no uso de Viagra (sildenafila) e Tadalafila entre jovens saudáveis revela uma tendência preocupante de medicalização da sexualidade. Embora esses medicamentos tenham indicação médica clara — para tratar disfunção erétil ou problemas urológicos —, seu uso fora de prescrição, motivado por modismos, pressão social ou busca por desempenho imediato, expõe os usuários a riscos reais, que vão de efeitos colaterais simples a complicações cardiovasculares graves. A crença de que tais fármacos são “atalhos” para confiança ou performance sexual pode gerar dependência psicológica e comprometer a saúde física e emocional. É fundamental que o sexo seja encarado como parte de uma vida equilibrada — onde diálogo, autocuidado e orientação profissional valem mais do que remédios tomados por impulso.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A recomendação dos especialistas é clara: só usar inibidores de PDE-5 com prescrição médica e avaliação individual, descartando a automedicação e o uso “recreativo”.

 
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Fontes
Cresce o uso indiscriminado de Tadalafila entre jovens; entenda os riscos do consumo inadequado — Rádio Nacional/EBC
Moda nas redes sociais: consumo de tadalafila dispara 2.000% no Brasil em 9 anos — Conselho Federal de Farmácia (CFF) / dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
 

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