23 de Abril de 2026

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Política - 05/11/2021

Um presidente incapacitado para a gestão mesmo em final de mandato, ainda pode fazer muito estrago, afirma revista

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Foto: Reprodução

Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro

A passagem de Bolsonaro na Presidência da República deixará sequelas profundas na sociedade brasileira. Uma delas, no entanto, é positiva. A população percebeu que o Supremo Tribunal Federal (STF), as Casas Legislativas e os governadores dos estados são atores imprescindíveis ao jogo da política. A democracia com poderes independentes, é imprescindível.

 

Houve momentos em que o Supremo, especialmente, foi obrigado a intervir no executivo federal para evitar a omissão e o caos que Bolsonaro impunha ao País. Caso isso não tivesse acontecido, uma tragédia ainda maior teria ocorrido, seja na questão de combate a pandemia – mais de 600 mil pessoas mortas –, seja no planejamento da economia, sobretudo porque a miséria voltou a assombrar as famílias brasileiras.

 

Medidas sanitárias que confrontaram as orientações do presidente salvaram muitas vidas. O distanciamento social determinado pelos governadores, o uso obrigatório das máscaras, o fechamento do comércio, as aulas por meio de transmissões digitais, enfim, uma infinidade de medidas foram tomadas para contrariar um Bolsonaro negacionista, que estava contra o isolamento social e as medidas de restrição ao comércio, entre outras coisas. 

 

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Para além das medidas políticas e administrativas, o exemplo dos governadores foi fundamental. A maioria foi solidária às vítimas, não fez campanha contra a proteção das pessoas e nem recomendaram os medicamentos nocivos à saúde, como a cloroquina. E, mais importante do que tudo, trabalharam pela chegada das vacinas, o que Bolsonaro foi terminantemente contra desde o início. Se estivéssemos sob seu comando em relação à imunização, certamente teríamos chegado a um milhão de mortos. Nesse embate, a população optou, sem qualquer sombra de dúvida, pela vacinação em massa. Hoje, assistimos a pandemia em queda.

 

Hospital de campanha de Manaus encerra atividades após dois meses, e  prefeitura fala em redução de novos casos de Covid-19 | Amazonas | G1

 

Vieram do STF as decisões mais contundentes. Quando houve a judicialização para saber quem poderia decidir sobre as regras sanitárias, os ministros corroboraram o que seria mais adequado para a sobrevivência das pessoas. Também foi no STF que se materializou a CPI da Covid.

 

O Senado precisou ser provocado para tocar as investigações da CPI.

  

E foi exitoso nos seus resultados. Conseguiu mostrar todos os crimes cometidos, inclusive quem se beneficiou financeiramente com a compra de vacinas superfaturadas ou remédios ineficazes.

 

Fotos: Reprodução

 

A Câmara dos Deputados, omissa, se escondeu dos debates, mas pegou carona na construção de uma alternativa que impediu uma miséria ainda maior com o auxílio emergencial.

 

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Como se vê, esse deve ser o cenário que vai acirrar ainda mais o debate eleitoral no ano que vem. É necessário, desde já, que os congressistas imponham limites à atuação do presidente. A sua caneta Bic, por mais que esteja quase sem tinta, já em final de mandato, ainda pode fazer muitos estragos na mão de um presidente incapacitado para a gestão e que flerta contra a democracia diuturnamente.

 

Fonte: MSN/ IstoÉ

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