Familiares das vítimas pedem Justiça e revelam a dor de passar um mês sem os entes queridos.
Um mês após a chacina em carro na AM-010, que deixou quatro pessoas mortas, os 12 policiais militares suspeitos do crime seguem presos. Familiares das vítimas pedem Justiça e revelam a dor de passar um mês sem os entes queridos.
Nesta sexta (20), os familiares e amigos do casal Valéria Luciana Pacheco da Silva, de 22 anos, e Alexandre do Nascimento Melo, de 29, vítimas da chacina na rodovia AM-010, cobraram por Justiça durante uma manifestação.
As vítimas, dois homens e duas mulheres, foram encontradas mortas na AM-010, na manhã de 21 de dezembro de 2022. Um vídeo mostrou os policiais militares fazendo uma abordagem às quatro pessoas, na Zona Norte de Manaus, horas antes do crime. O registro foi o primeiro indício do possível envolvimento de PMs no crime.
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Doze policiais militares foram presos suspeitos de participação
em chacina em Manaus.
Foto: Josney Benevenuto/Rede Amazônica
Três dias após o crime, 12 policiais foram presos suspeitos de participarem da chacina. Imagens de monitoramento mostram duas viaturas da PM escoltando o carro das vítimas em direção à AM-010, estrada onde as vítimas foram encontradas mortas.
Valéria Pacheco da Silva e Alexandre do Nascimento Melo, eram um casal e são duas das vítimas da chacina. Os dois são pais de um bebê de 1 ano, que ficou aos cuidados dos avós. A mãe de Valéria, Vanessa Pacheco, contou que o crime destruiu a família.
" Destruiu minha família. Não consigo nem falar muito sobre o caso porque a vida da minha família mudou completamente. Eu estou dizendo que eu não estou vivendo, estou sobrevivendo, porque é muito difícil ficar sem os dois. Eles eram meu esteio, sempre dentro de casa comigo. Eram minha alegria", disse a mãe de Valéria. A filmagem da abordagem às vítimas e as imagens das câmeras de monitoramento foram o que apontaram o possível envolvimento dos policiais no crime.
O policial militar Alessandro Melo, pai de Alexandre, aponta que se não fosse por isso, seria difícil os suspeitos do crime serem presos.
"Se não tivesse a filmagem? Se o carro tivesse desaparecido? Se não tivesse as câmeras para filmar a viatura com o carro? Ia ficar por isso mesmo", disse o pai da vítima.
O trajeto do crime
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O vídeo que circulou nas redes sociais, um dia após a morte das vítimas, mostrou que o carro de Alexandre estava sendo revistado pelos policiais, no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus.
No veículo, além do casal, Valéria e Alexandre, estavam os irmãos Diego Maximo Gemaque, 33 anos, e Lilian Daiane Maximo Gemaque, 31 anos.
No registro, é possível ver o Valéria e Lilian sendo colocadas contra a parede e revistadas pelos policiais.
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Fotos: Reprodução
O veículo foi flagrado pela câmeras de monitoramento, conhecida como 'paredão, momentos depois da abordagem, no dia 21 de dezembro, sendo escoltados por duas viaturas da polícia militar, indo em direção à AM-010.
Ao sair de Manaus, foram 32 km até o Ramal Água Branca. A estrada do local é rodeada de mata e não há movimentação de pessoas.
O carro foi encontrado em um barranco, em um trecho do ramal. Os corpos das vítimas estavam no veículo, inclusive, com diversos sinais de tortura.
A Rede Amazônica solicitou à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) em que andamento está as investigações do caso.
A secretaria informou que as investigações estão sob segredo de Justiça e o Inquérito Policial (IP) em fase de conclusão e que seguem sendo acompanhadas pela Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública.
Fonte: Com informações do Portal Terra
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