30 de Abril de 2026

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Interior em Destaque - 26/05/2025

Ufam forma 1ª turma de mestrandos indígenas em São Gabriel da Cachoeira

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Foto: Reprodução/Google

Segundo a instituição, 16 pesquisadores indígenas de seis etnias diferentes do Alto Rio Negro apresentarão seus trabalhos nesta semana, marcando a conclusão de sua formação acadêmica

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) celebra a formação da primeira turma de mestrandos indígenas do Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA), no município de São Gabriel da Cachoeira (SGC).

 

Segundo a instituição, 16 pesquisadores indígenas de seis etnias diferentes do Alto Rio Negro apresentarão seus trabalhos nesta semana, marcando a conclusão de sua formação acadêmica. Ao todo, serão 30 indígenas compartilhando suas pesquisas. Com isso, levam os saberes tradicionais de seus povos para os espaços da ciência, da educação e da formulação de políticas públicas.

 

Dessa forma, esta conquista é celebrada no 2º Seminário de Direitos Humanos, Estado e Cidadania: Formação Indígena e Desafios da/para Cidadania. O evento ocorre entre os dias 26 e 30 de maio, reunindo lideranças indígenas, autoridades governamentais, representantes acadêmicos, militares e de órgãos federais. Assim, o seminário reconhece e valoriza o protagonismo dos povos originários na produção de conhecimento, reafirmando que o território também é espaço de ciência, resistência e futuro.

 

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Presenças de destaque e reconhecimento nacional e internacional

 

 

A mesa de abertura contará com a presença histórica de Joênia Wapichana, presidente da Funai e primeira mulher indígena eleita deputada federal no Brasil, além de Dadá Baniwa, coordenadora regional da Funai no rio Negro e uma das mais importantes lideranças femininas da Amazônia.

 

Também participam o prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Egmar Saldanha, representantes das Forças Armadas, do Ministério da Educação, da Foirn e da Capes, além de acadêmicos e cientistas indígenas reconhecidos internacionalmente, como prof. Dr. Altair Seabra de Farias (Kambeba), o premiado prof. Dr. João Paulo Barreto (Tukano) e prof. Dr. Silvio Sanches Barreto (Bará), os últimos vinculados ao BRAZIL-LAB de Princeton University, nos Estados Unidos.

 

O seminário também conta com a presença do prof. Dr. Pedro Diaz Peralta, pesquisador internacional da Universidad Complutense de Madrid, especialista em saúde pública e em políticas de proteção dos conhecimentos tradicionais, que introduziu no Brasil os debates sobre o Protocolo de Nagoya, fundamental para assegurar os direitos dos povos sobre seus saberes relacionados a plantas medicinais, práticas de cuidado e biodiversidade, temas que estão diretamente presentes em diversas dissertações desta turma de mestrandos indígenas.

 

O evento é mais do que uma cerimônia de defesa de dissertações; é um marco para a valorização das epistemologias indígenas como base legítima de ciência, cultura e educação, conectando gerações e fortalecendo a autonomia dos povos originários no coração da Amazônia.

 

Ufam avança: novo campus em São Gabriel da Cachoeira autorizado

 

 

Este momento de celebração também é fortalecido por uma grande notícia institucional: a autorização federal para a implantação do novo campus da Ufam em São Gabriel da Cachoeira. A instalação do campus é uma demanda histórica da região e consolida o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior, a valorização dos saberes tradicionais e a formação de quadros acadêmicos diretamente nos territórios indígenas.

 

O novo campus da Ufam em SGC representará uma mudança estrutural na educação superior da região, promovendo acesso, desenvolvimento, inclusão e soberania intelectual para os povos do Alto Rio Negro e de toda a Amazônia.

 

Cultura e celebração

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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No encerramento da abertura do evento, no dia 26 de maio, às 18h15, haverá uma apresentação cultural do Grupo Triunfo do Colégio Dom Bosco de São Gabriel da Cachoeira, sob a coordenação da professora e coreógrafa Mestre do PPGSCA Marielza Martins Peinado, celebrando a diversidade cultural e a força dos povos da região. Este é um marco histórico para a UFAM, para o Amazonas e para o Brasil. É a ciência que nasce do território, feita por mãos indígenas, construindo um futuro mais justo, plural e sustentável.

 

Fonte: com informações da Revista Cenarium 

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