Em entrevista ao jornal El País, presidente brasileiro criticou a postura do seu homólogo americano na guerra contra o Irã
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o seu homólogo americano, Donald Trump, e disse que líderes mundiais devem buscar respeito em vez de governar pelo medo. Trump não tem o direito de acordar de manhã e ameaçar um país", disse o petista em entrevista ao jornal El País, em Brasília. "Ele não foi eleito para isso, e sua Constituição não permite."
Trump foi subindo o tom de suas ameaças contra o Irã e, no último dia 7, chegou a dizer que destruiria a civilização persa inteira. "Ninguém tem o direito de amedrontar os outros", acrescentou Lula. "É essencial que os poderosos assumam maior responsabilidade na manutenção da paz."O presidente brasileiro se descreveu como um líder que prefere o respeito ao medo.
Lula fará uma viagem à Europa e se encontrará com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, um dos líderes do bloco mais críticos de Trump, na sexta-feira (17), em Barcelona. Na entrevista, Lula comentou sua relação com Trump, incluindo a aproximação dos dois após uma conversa nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, no ano passado. "Decidi ter muita paciência e disse a ele, literalmente, que dois países governados por dois homens de 80 anos deveriam conversar com maturidade", contou.
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O brasileiro disse ainda que Trump está "jogando um jogo muito perigoso" que "parte do princípio de que o poder econômico, militar e tecnológico dos Estados Unidos dita as regras"."Mas não pode ser assim, porque, no fim, isso cria problemas para os próprios Estados Unidos. Quando decidiu atacar o Irã, não sei se percebeu que o preço dos combustíveis subiria e que quem pagaria seria o povo", disse o petista, em referência ao aumento no preço do petróleo após o bloqueio do estreito de Hormuz.
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Fotos: Reprodução/Google
Lula comentou ainda sobre alguns vizinhos latinos. O petista defendeu a realização de eleições livres na Venezuela, sem interferência de Washington, após uma operação militar americana ter capturado o ditador Nicolás Maduro em janeiro. "O que não pode acontecer é os EUA acharem que podem mandar na Venezuela. Isso não é normal; não tem lugar em uma democracia", afirmou.
Fonte: com informações Folha de São Paulo
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