Confira mais detalhes logo abaixo!
A COP30 transformou Belém no centro das atenções globais entre 10 e 21 de novembro, reunindo até 50 mil participantes, incluindo chefes de Estado e representantes de quase 200 países. No coração da Amazônia, a conferência discute medidas urgentes para enfrentar impactos climáticos cada vez mais severos, em um momento em que comunidades inteiras já sofrem com eventos extremos e ecossistemas críticos se aproximam de pontos de ruptura.
O evento foi marcado por tensão após um incêndio atingir o Pavilhão dos Países na tarde da quinta-feira, 20/11. Treze pessoas foram atendidas por inalação de fumaça e a área foi evacuada rapidamente. O fogo, controlado em seis minutos, provocou correria e interrompeu negociações importantes, levando o Corpo de Bombeiros a isolar toda a Zona Azul enquanto técnicos investigam as causas do incidente, ainda desconhecidas. Apesar do susto, as atividades seguem na Zona Verde.
Em meio ao episódio, o Brasil divulgou o primeiro rascunho do acordo da conferência, o *Mutirão Global*, que tenta conciliar interesses altamente conflitantes. O documento abre caminho para debater alternativas de baixo carbono, pressiona países ricos a ampliar o financiamento climático e sugere avaliações anuais das metas de emissão. A iniciativa foi vista como ousada e aumentou a expectativa de um desfecho positivo, mesmo diante da resistência de nações produtoras de petróleo.
Veja também


Foto: Reprodução/Google
O ambiente político também esquentou após declarações do chanceler alemão Friedrich Merz sobre Belém, respondidas prontamente pelo presidente Lula, que exaltou a cultura e a culinária paraenses e ironizou que Berlim “não oferece 10% da qualidade” da capital do Pará. A polêmica levou o ministro alemão do Meio Ambiente, Carsten Schneider, a elogiar publicamente Belém e anunciar € 60 milhões para o Fundo de Adaptação Climática, reforçando o compromisso da Alemanha com a pauta ambiental.
Os bastidores da COP30 também foram movimentados por uma inédita coalizão entre países ricos e vulneráveis que exige um prazo claro para o fim dos combustíveis fósseis, além do anúncio da Ucrânia de que cobrará da Rússia US$ 43 bilhões por danos climáticos da guerra. Ao mesmo tempo, a disputa pela sede da COP31 terminou com um acordo: a Turquia receberá o evento, enquanto a Austrália comandará as negociações preliminares — decisão que irritou pequenas nações insulares do Pacífico, diretamente ameaçadas pelo aumento do nível do mar.
Com negociações lentas e divergências profundas, o secretário-executivo da ONU, Simon Stiell, fez um apelo contundente por rapidez, alertando que “o mundo não pode esperar por disputas internas”. Enquanto isso, estudos alarmantes, como o que prevê que o Chile pode perder até 80% de suas geleiras até o fim do século, reforçam a gravidade do momento. Belém, apesar das dificuldades, tornou-se o palco de uma encruzilhada histórica: ou o mundo avança, ou os impactos do clima avançarão mais rápido que as decisões.
Fonte: com informações de IstoÉ
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.