08 de Maio de 2026

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Saúde - 08/05/2026

Transplantes avançam no Amazonas, mas sistema ainda enfrenta desafios

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Foto: Reprodução/Google

Editorial de A CRÍTICA destaca retomada histórica dos procedimentos no Estado e aponta entraves estruturais e alta recusa familiar como obstáculos à expansão da rede

O panorama do transplante de órgãos no Brasil vem evoluindo de forma significativa nas últimas décadas, principalmente após a criação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), em 1997. A SNT permitiu centralizar listas de espera estaduais, estabelecer critérios estritamente técnicos para a alocação de órgãos e estruturar a rede de captação que transformou o Brasil em referência mundial na área, ainda mais considerando que se trata de um sistema público. O resultado obtido no ano passado, quando o Brasil bateu o recorde histórico, com 31 mil transplantes realizados, é efeito direto do aperfeiçoamento da SNT.

 

No caso específico do Amazonas, o momento é de avanço histórico e reestruturação, consolidando o estado como o principal centro transplantador da Região Norte. Vários fatores contribuíram para tal feito: após dez anos de interrupção, o Estado retomou com sucesso os transplantes de fígado no final do ano passado; a organização do programa estadual, centralizando as ações no Hospital Delphina Aziz; o suporte do Banco de Olhos do Amazonas para o processamento de tecidos oculares, entre outras iniciativas que culminaram com o aumento expressivo no número de transplantes realizados no Estado.


Em 2025, por exemplo, foram executados 118 transplantes de rim e seis de fígado. Cabe ressaltar, porém, que o panorama positivo no que diz respeito a transplantes de órgãos no Amazonas é algo recente, começou em 2023 e se consolida desde então. Antes disso, o cenário era de estagnação estrutural, severa limitação de modalidades e total dependência de outros estados.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

Apesar do progresso atual, o Estado ainda tem sérios desafios a superar nessa área. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a lista de espera no Amazonas contava com mais de 250 pacientes aguardando uma oportunidade no segundo semestre de 2025. A principal barreira para a expansão dos transplantes no Estado é a recusa familiar no momento da abordagem hospitalar.

 
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Um caminho para superar tal dificuldade é incentivar que as pessoas, em vida, manifestem aos familiares sua vontade de ser doador. Além disso, o Amazonas ainda não transplanta órgãos mais complexos como coração e pulmão, o que apenas será alcançado com mais investimentos no sistema estadual. 

 

Fonte: com informações Acrítica

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