13 de Maio de 2026

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Diversidade - 17/10/2023

Transfobia em escola: 'Minha filha foi empurrada à marginalização'

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Foto: Reprodução/Google

Mãe de aluna trans denuncia transfobia da Escola Estadual Professor Gabriel Ortiz, na zona leste de São Paulo

Angélica Evangelista, bibliotecária, denunciou um caso de transfobia que sua filha, uma jovem trans de 17 anos, enfrentou durante meses no ambiente escolar. O relato de Angélica enfatiza os desafios que os estudantes transgêneros ainda enfrentam no sistema educacional brasileiro.

 

Tudo começou em fevereiro deste ano quando Sarah * (nome fictício), a filha de Angélica, tomou a decisão de revelar sua identidade de gênero na escola onde estuda, a Escola Estadual Professor Gabriel Ortiz, na Penha, zona leste de São Paulo.A mãe, que sempre apoiou a menor, estava determinada a garantir que sua filha tivesse uma experiência escolar segura e respeitosa. No entanto, assim que a identidade de gênero da adolescente foi revelada, uma série de problemas surgiu.

 

A professora de português, em particular, se recusava a tratar a aluna pelo pronome feminino e a chamava pelo nome registrado, expondo a garota e causando-lhe constrangimento em sala de aula.A adolescente também enfrentou hostilidade por parte de seus colegas de classe. Alguns deles não aceitavam sua identidade de gênero e se opunham que ela usasse o banheiro feminino. Comentários pejorativos como "vira macho" ou "deixa de ser bichinha" eram comuns, afetando a saúde mental da aluna.

 

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Uma pesquisa realizada pela ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) concluiu que 60% dos estudantes LGBTQIAP+ se sentem inseguros no ambiente escolar por causa de sua orientação sexual. Além disso, 68% já sofreram agressão verbal (bullying) por causa de sua identidade de gênero.

 

Com a persistência dos constrangimentos, Angélica foi até a escola em março deste ano para conversar com a direção. A bibliotecária afirma que suas queixas foram registradas de forma incompleta pela coordenadora pedagógica, Patrícia, que afirmou que não era necessário detalhar toda a situação, segundo a mãe da jovem.Em abril, Angélica voltou à escola, desta vez para falar com a diretora, Dalila Viana, que alegou desconhecer as queixas anteriores, o que deixou a bibliotecária "incrédula". Diferentemente da primeira vez, dessa vez a mãe insistiu em obter um registro das reclamações.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Em maio, embora algumas questões relacionadas aos colegas e ao banheiro feminino tivessem sido resolvidas, a professora transfóbica continuava suas ações discriminatórias. A escola, no entanto, parecia relutante em tomar medidas significativas.

 
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Angélica desabafa dizendo que a escola sempre ofereceu respostas evasivas, como “precisamos de tempo para orientar os professores” e “sua filha precisa ser forte”. Para a mãe, a direção escolar não demonstrou esforço para que os direitos de sua filha fossem respeitados.

 

Em junho, a situação se agravou ainda mais, e Sarah * começou a se automutilar. A pressão psicológica atrelada à transfobia que sofria na escola levou a jovem a um estado de profundo sofrimento. Ela não frequentou a unidade escolar durante todo o mês. "Minha filha estava em uma situação tão difícil que ela recorreu à automutilação. Isso partiu meu coração." 

 

Fonte: com informações do Portal iG

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