Documentos colhidos e depoimentos prestados até o momento em investigações expõem múltiplas frentes de ataque às urnas
Documentos colhidos e depoimentos prestados até o momento em investigações que miram Jair Bolsonaro (PL) e o entorno do ex-presidente — seja no âmbito dos inquéritos dos atos antidemocráticos ou na CPI do Congresso aberta para apurar o 8 de janeiro — trouxeram à tona mais detalhes e novas provas que ajudam a compor o quebra-cabeça das investidas golpistas que antecederam e levaram aos ataques aos prédios dos três Poderes em Brasília.
A trama se conecta ainda a declarações públicas de Bolsonaro com ataques ao sistema eleitoral brasileiro e ameaças a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma marca da sua retórica antes e depois das eleições presidenciais do ano passado e que já o tornou inelegível nos próximos oito anos.
Diante da profusão de enredos revelados, O GLOBO reuniu em uma linha do tempo os momentos-chave para as apurações em curso contra Bolsonaro. As alegações feitas pelo hacker Walter Delgatti Neto, que atribuiu ao ex-presidente orientações para manipular urnas eletrônicas, são as acusações mais recentes a compor a trama.
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Outros personagens também foram centrais para as investigações. Buscas e apreensões que miraram o ex-ministro da Justiça Anderson Torres revelaram, em janeiro, a existência de uma minuta golpista com o objetivo de reverter o resultado da eleição. Documentos com outros planos para o mesmo fim foram encontrados no celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o coronel Mauro Cid, como uma minuta de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e “estudos” que, segundo os investigadores, eram destinados a dar suporte a um eventual golpe de estado.
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Fotos: Reprodução
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Já o senador Marcos do Val (Podemos-ES) relatou um encontro sigiloso, em dezembro, com a presença do ex-presidente, no qual foi abordado um plano para gravar clandestinamente o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em outra frente, a PF prendeu Silvinei Marques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e apontou suspeitas de que a corporação fez propositalmente mais blitzes em regiões onde Lula teve melhor desempenho no primeiro turno da disputa presidencial de 2022, com objetivo de afetar a votação de segundo turno.
Fonte: com informações do Portal O Globo
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