A data, celebrada em 1º de maio no Brasil, tornou-se feriado nacional em 2002, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sancionou a Lei 10.607/2002, que a oficializou como feriado no País.
Ao longo dos últimos anos, o mercado de trabalho na Amazônia Legal se expandiu, e os Estados da região registraram, em 2024, saldo positivo na criação de novas vagas. O Amazonas apresentou esse crescimento e registrou a menor taxa de desemprego da série histórica. Os dados positivos podem ser celebrados por quem vive na região, durante o Dia do Trabalhador, comemorado nesta quinta-feira, 1º, por apontar para a consolidação de direitos, segundo especialistas.
A data, celebrada em 1º de maio no Brasil, tornou-se feriado nacional em 2002, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sancionou a Lei 10.607/2002, que a oficializou como feriado no País.
Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que consideram os 12 meses do ano anterior, indicam crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada em estados como o Amazonas, que apresentou a menor taxa de desemprego da série histórica, atingindo 8,4%. Segundo o índice do órgão vinculado ao Ministério do Trabalho, o saldo de empregos formais no Estado alcançou 36 mil em 2024.
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também apontou que, no quarto trimestre do ano passado, entre outubro e dezembro, o Amazonas teve como principais empregadores a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com aproximadamente 379 mil postos. Além desses ramos, os setores de comércio, manutenção de veículos automotores e motocicletas também contrataram 313 trabalhadores no período.
As atividades de agricultura, pecuária, extração florestal, pesca e apicultura somaram juntas 288 mil empregos formais no mesmo intervalo, enquanto o setor industrial totalizou 226 mil vagas. “Esses segmentos continuam sendo os mais relevantes da economia do Estado, refletindo tanto a importância do comércio na geração de empregos quanto a forte dependência do setor público na absorção da força de trabalho”, informou o IBGE ao divulgar os dados mais recentes.
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O Pará também se destacou entre os estados da Amazônia que mais ampliaram a oferta de vagas em 2024. Conforme os dados do Caged, o setor de serviços abriu cerca de 16,1 mil novos postos e o comércio, 14,1 mil oportunidades. A indústria (4,9 mil postos), a construção civil (6,3 mil vagas) e a agropecuária (2,6 mil novas oportunidades) também contribuíram para o aumento do número de empregos formais no Estado.Em Roraima, os números do Caged mostram um crescimento de 8,14% em 2024, em comparação com o ano anterior. Em 2023, havia aproximadamente 71,1 mil empregos formais; no ano seguinte, esse número saltou para 82,4 mil. O setor de serviços liderou a geração de vagas no Estado. Ao todo, surgiram 3,5 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, elevando o total de empregos para 39 mil.
Segundo o Caged, as atividades de informação, comunicação, finanças, imóveis, serviços profissionais e administrativos lideraram a criação de vagas, com um total de 17 mil empregos. O grupo da administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e assistência social apresentou crescimento expressivo, com variação de 11,56%. Do total, o acumulado anual registrou 3.772 postos ocupados por homens e 2.434 por mulheres no Estado.
Outros Estados

Rondônia, assim como outros Estados da região, também apresentou alta da taxa de emprego no último ano com o avanço da abertura de novas vagas em setores como Serviços, que empregou cerca de 5,1 mil pessoas. As áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas foram as que mais acumularam vagas, com o estoque de 50,7 mil empregos.De acordo com o Caged, homens ocuparam 3,2 mil vagas formais em 2024, enquanto mulheres preencheram 5,8 mil postos. Entre as faixas etárias, jovens de 18 a 24 anos lideraram as contratações, com 8,3 mil novos empregos. Considerando o nível de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo se destacaram, ocupando 7,5 mil vagas com carteira assinada.
Já o Acre terminou o ano passado com saldo de mais de 6 mil empregos formais em relação ao mesmo período anterior. A taxa de desocupação no Estado também foi a menor da série histórica, com 6,4%. Entre os cinco principais setores da economia, serviços liderou o crescimento no Acre em 2024, com saldo de 4,6 mil empregos formais, o equivalente a mais da metade do total de postos ativos (57,2 mil).
Dentro desse segmento, a atividade de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos gerou o maior número de contratações, somando 3 mil vagas com carteira assinada. O comércio também manteve desempenho positivo, criando 1,4 mil empregos formais no mesmo período.

Outro Estado da Amazônia onde o emprego formal avançou no ano passado é o Amapá, quando a unidade da federação registrou um saldo positivo de 8,6 mil novos postos. A taxa de desocupação no Amapá também foi a menor da série histórica, segundo o Caged. O setor de comércio terminou o ano com estoque de 30,9 mil novos empregos, com destaque para o ramo do comércio varejista (23 mil postos).
Tocantins foi o quarto Estado do Norte do Brasil que registrou aumento de emprego formal e chegou a 258 mil empregos formais. O desempenho foi impulsionado pelos setores de serviços, com 5,1 mil vagas; comércio, com 2,2 mil vagas; indústria, com 1,1 mil vagas; e construção, com 452 vagas. Dos 8.777 empregos criados no ano passado, quase 60% foram ocupados por mulheres e 40,2% por homens.
O Caged, divulgado em fevereiro deste ano, também apontou que o Maranhão, outro Estado cuja parte do território compõe a Amazônia Legal, registrou crescimento de 2% em relação a novos postos de trabalho em 2024. Ao todo, os empregos formais ativos somaram 659 mil em dezembro. O acumulado do ano registrou cerca de 9,1 mil vagas formais ocupadas por mulheres e 7,1 mil por homens.
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Fotos: Reprodução/Google
Outro Estado da Amazônia Legal que apresentou bons índices foi o Mato Grosso, que fechou o ano de 2024 com um estoque de empregos formais ativos somando 944,3 mil vínculos em dezembro, uma variação de 2,8% em relação ao estoque do ano anterior, quando foram contabilizados 918,5 mil. Os dados são do Novo Caged e foram divulgados nesta quinta-feira, 30 de janeiro, pelo ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego).
Como é típico em dezembro, o saldo no Estado apresentou redução de 19.516 vagas de empregos, variação relativa de -2,02%. No acumulado do ano, o saldo registrou 25.758 novos postos de trabalho. Dos cinco grandes grupos da economia, o setor de serviços foi o que mais empregou no Mato Grosso: foram 10.979 vagas formais criadas — o que elevou o estoque de empregos para 334,8 mil empregos.
Fonte: com informações Cenarium
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