A radiografia apresentada expõe uma série de questões e de desafios à nova modalidade de trabalhadores.
A região Norte do Brasil apresentou a menor proporção de pessoas que trabalham com aplicativos de serviços gerais ou profissionais: 8,3%, porcentual menor que a metade do índice no país, embora o ritmo de crescimento dessa modalidade de trabalho siga acelerado. O Sudeste concentra mais da metade dos plataformizados do Brasil: 53,7%.
Por tipo de aplicativo, o Nordeste teve a maior proporção de trabalhadores por aplicativos de transporte particular de passageiros (excluindo os de táxi): 69,4% do total de plataformizados da região, enquanto as maiores participações foram registradas nas regiões Sul (23,2%) e Sudeste (20,4%).
Os dados, divulgados no dia 17 pelo IBGE, são da pesquisa módulo Trabalho por meio de plataformas digitais 2024, da PNAD Contínua. De caráter experimental, o estudo resulta de um convênio do IBGE com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Ministério Público do Trabalho (MPT). A radiografia apresentada expõe uma série de questões e de desafios à nova modalidade de trabalhadores.
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Nos informes, o IBGE aponta no recorte por tipo de aplicativo que 58,3% (964 mil indivíduos) exercem o trabalho principal por meio de aplicativos de transporte de passageiros, seja de táxi ou diferentes de táxi, sendo 53,1% (878 mil pessoas) em transporte particular de passageiros excluindo os de táxi e 13,8% (228 mil) em aplicativos voltados para taxistas.
Já 29,3% (485 mil) eram trabalhadores de aplicativos de entrega de comida, produtos etc., enquanto os trabalhadores de aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais somavam 17,8% (294 mil).
De acordo com a pesquisa, no período entre 2022 e 2024, é observado um crescimento do total de pessoas que exerciam o trabalho por meio de todos os tipos de aplicativos pesquisados, com destaque para as plataformas de prestação de serviços gerais ou profissionais, cuja expansão foi de 52,1% (de 193 mil para 294 mil pessoas).

Fotos: Reprodução/Google
Em termos de contingente, o maior aumento se deu no transporte de passageiros (excluindo táxi), que passou de 680 mil para 878 mil pessoas (aumento de 29,2%). No ano passado, havia 1,9 milhão de pessoas ocupadas que trabalhavam como condutores de automóveis em atividade principal. O rendimento médio desses trabalhadores por aplicativos era de R$ 13,9/hora, enquanto os motoristas não plataformizados formais tinham rendimento-hora em média de R$ 14,7/hora.
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A maioria desses trabalhadores é masculina, tem jornada de trabalho mais extensa e nível médio de escolaridade. Falta de direitos trabalhistas, estresse e ansiedade são algumas das questões apresentadas.
Fonte: com informações Acrítica
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