Os sintomas da TPM atingem 80% das mulheres em idade reprodutiva, mas exigem atenção quando se apresentam de forma intensa e duradoura
Irritabilidade, ansiedade, agitação, raiva, insônia, dificuldade de concentração, letargia, depressão e fadiga intensa. Todos esses são sintomas da TPM, ou tensão pré-menstrual, condição que atinge 8 em cada 10 mulheres durante a idade reprodutiva.
Mesmo que o número de mulheres que passam por esse desconforto seja tão alto, a TPM ainda é negligenciada por quem sente e por quem convive com essas pessoas, aponta a obstetriz especialista em saúde íntima e CEO da Inciclo, Mariana Betioli. Se esses sintomas ultrapassam 10 dias, a indicação da obstetriz é procurar um médico para investigar. Isso porque quando os sintomas permanecem por muito tempo podem indicar algum outro problema que possa ir mesmo além do ciclo menstrual.
“Se essa irritabilidade está muito exagerada ou a tristeza está muito profunda, isso pode ir além da TPM, pode caracterizar um quadro de TDPM (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual), que é uma doença e precisa de tratamento”, alerta a especialista.
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Se esses sintomas ultrapassam 10 dias, a indicação da obstetriz é procurar um médico para investigar. Isso porque quando os sintomas permanecem por muito tempo podem indicar alguma outra causa que não seja uma simples TPM. “Se essa irritabilidade está muito exagerada ou a tristeza está muito profunda, isso pode ir além da TPM, pode caracterizar um quadro de TDPM (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual), que é uma doença e precisa de tratamento”, alerta a especialista.
Mariana destaca que as mulheres têm o hábito por conta da nossa cultura de negligenciar os sintomas que sentem. “Então às vezes muitas dessas TDPMs não têm diagnóstico, porque todo mundo acha que ficar irritada é normal, que ficar chorosa é normal, que ficar triste é normal”, diz.
De fato, a fase é considerada normal quando existe uma mudança muito sutil no comportamento da mulher. “Não pode ser uma mudança muito brusca, têm mulheres que ficam realmente bem deprimidas, muito ansiosas e muito sem paciência nessa fase, mas fora daquilo que a gente entende como normal. Portanto, precisa de avaliação médica. Pode ser endocrinologista, ginecologista ou mesmo psiquiatra”, destaca Mariana.
O que fazer para melhorar a TPM?
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Segundo a especialista, há algumas iniciativas ao longo do ciclo para diminuir as chances de ter esses sintomas muito agravados. Além disso, outras atitudes durante a própria fase que se está enfrentando também podem ajudar.
“Dieta, exercício e alimentação adequada é sempre uma boa pedida. O equilíbrio vai ajudar para que a mulher não tenha sintomas muito fortes. E, durante aquela semaninha de TPM, quando dá muita vontade de comer doces, carboidratos, massas, tentar manter o equilíbrio. É claro que a mulher deve se permitir e respeitar seu corpo e suas vontades, mas deve entender que o consumo exagerado desse tipo de alimento vai agravar os sintomas”, comenta a especialista.
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Fotos: Reprodução Google
No caso do exercício físico, como durante TPM a mulher tem menos disposição e menos energia, pode tender a parar de se exercitar. Porém, parar totalmente com a atividade física também não é uma boa pedida, segundo a especialista. “Fazer atividades de baixo impacto como uma caminhada, alongamento, yoga, podem ajudar a melhorar os sintomas de depressão, de tristeza, de ansiedade, além de também ajudar no sono e na disposição”, destaca a profissional.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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