19 de Abril de 2026

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Política - 23/11/2025

"Todo mundo sabe o que ele fez", diz presidente Lula sobre Bolsonaro

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Foto: Reprodução

Presidente declarou que não comentará prisão preventiva do antecessor: 'Justiça decidiu, está decidido'

Ao ser questionado sobre a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 23, que não comenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “A primeira coisa é que eu não faço comentário sobre decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão. Ele foi julgado. Ele teve todo o direito à presunção de inocência. Foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento”, afirmou o presidente.

 

“Então, a Justiça decidiu, está decidido. Ele vai cumprir a pena que a Justiça determinou. E todo mundo sabe o que ele fez”, disse Lula a jornalistas após encontro da Cúpula de Líderes do G20, em Joanesburgo, na África do Sul. Bolsonaro foi levado no sábado à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no sábado, 22, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, por risco de fuga durante sua prisão domiciliar. O ex-presidente tentou romper sua tornozeleira eletrônica, e seu histórico apontava para uma possível rota de fuga por meio de embaixadas próximas à sua casa, como indicou Moraes em seu despacho.

 

Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado após a derrota na eleição de 2022, e o cumprimento da sentença é iminente, já que a fase de recursos chegou ao fim. A decisão de Moraes ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro ter convocado uma “vigília” na frente do condomínio onde mora o ex-presidente, que é seu pai, o que poderia dificultar uma eventual prisão nos próximos dias, segundo alega o ministro.

 

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Sobre reação de Trump

 


Lula também reagiu ao comentário do presidente americano, Donald Trump. Ao ser questionado sobre a prisão, o republicano disse que não tinha ficado sabendo da notícia e lamentou a decisão: “Uma pena”. “Não tem nada a ver. O Trump tem que saber que nós somos um país soberano, que a nossa Justiça decide. E o que está decidido aqui está decidido”, disse Lula.

 

No pedido de prisão, Alexandre de Moraes cita a proximidade de Bolsonaro e Trump e sugere que a embaixada dos Estados Unidos poderia ser procurada em uma possível tentativa de fuga. O ministro também cita os deputados Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro, aliado foragido e filho do ex-presidente que estão nos Estados Unidos, como evidências de um risco de fuga do ex-presidente.

 

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil criticou a ordem de Moraes como uma medida “provocativa e desnecessária” e voltou a atacar o ministro. “O juiz Moraes, um violador de direitos humanos sancionado, expôs o Supremo Tribunal Federal do Brasil à vergonha e ao descrédito internacional ao desrespeitar normas tradicionais de autocontenção judicial e politizar de forma escancarada o processo judicial”, publicou a embaixada em seu perfil na rede social X.

 

“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados diante de seu mais recente ataque ao Estado de Direito e à estabilidade política no Brasil: a provocativa e desnecessária prisão do ex-presidente Bolsonaro, que já estava em prisão domiciliar sob forte vigilância e com rígidas restrições de comunicação. Não há nada mais perigoso para a democracia do que um juiz que não reconhece limites para seu poder”, diz o post. A mensagem é a tradução de um comentário feito por Christopher Landau, vice-secretário de Estado americano, em sua conta no X.


Cúpula do G20

 

Fotos: Reprodução/Google


O presidente brasileiro destacou em seu discurso na cúpula de líderes do G20 a urgência de uma transição energética justa e o papel central do grupo das maiores economias globais na construção de um novo modelo econômico comprometido com a sustentabilidade. “Entramos agora numa nova etapa, que exigirá esforço simultâneo em duas frentes: acelerar as ações de enfrentamento da mudança clima e nos preparar para uma nova realidade climática. O G20 cumpre papel central em ambas”, disse.

 

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Os Estados Unidos boicotaram a cúpula deste ano , alegando que as prioridades da presidência sul-africana do G20, como ações climáticas, transição energética e justiça para países em desenvolvimento, “contrariam as posições de política dos EUA”.

 

Fonte: Com informações Revista IstoÉ 

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