Logos da Live Nation Entertainment e da Ticketmaster. Montagem de 23 de maio de 2024
A gigante do entretenimento, Live Nation Entertainment, que detém a renomada Ticketmaster, enfrenta um cenário de alarme após confirmar uma invasão cibernética em sua plataforma de emissão de ingressos. A investigação está em curso, mas os danos potenciais são imensos: informações confidenciais de até 560 milhões de clientes podem ter sido comprometidas. Segundo relatos da agência Reuters, esses dados estão sendo oferecidos por uma quantia assombrosa de US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,6 bilhões).
Em uma comunicação oficial encaminhada à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a Live Nation admitiu ter detectado uma "atividade não autorizada" em um de seus ambientes de banco de dados em nuvem, controlado por terceiros.
A confirmação chega após o grupo de hackers conhecido como ShinyHunters reivindicar, em 20 de maio, a responsabilidade pelo roubo dos dados de mais de meio bilhão de clientes. O que é ainda mais preocupante é o teor dessas informações: nomes, endereços, números de contato e até mesmo partes de números de cartões de crédito estão entre os dados supostamente comprometidos, de acordo com a postagem dos hackers em fóruns online.
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No entanto, a declaração da Live Nation não faz menção ao grupo específico e tenta minimizar os possíveis impactos, afirmando que é "improvável" que haja consequências materiais significativas.
"A violação não teve e é improvável que tenha um impacto material nos negócios ou nas finanças da Live Nation. Continuamos avaliando os riscos e nossos esforços de remediação continuam", disse a empresa.
Enquanto isso, o Procon-SP está agindo para proteger os consumidores brasileiros, notificando a empresa e exigindo esclarecimentos sobre como os dados dos consumidores são coletados e armazenados em seus servidores.
Este vazamento de dados ocorre em meio a um turbilhão de problemas para a Live Nation, com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusando a empresa de operar um monopólio que "sufoca" a concorrência no mercado de venda de ingressos e promoção de shows.
A ação antitruste busca dividir a empresa e denuncia a Live Nation por usar táticas "excludentes" para manter uma influência desproporcional sobre a maioria dos locais de shows ao vivo nos Estados Unidos. Este é um capítulo preocupante em uma saga que coloca em xeque a segurança dos dados e a integridade do mercado de entretenimento.
Fonte: com informações do G1
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