30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 25/04/2024

Terra, dinheiro e futuro: Amazônia lidera inovação com créditos de carbono antes mesmo de leis entrarem em vigor

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Foto: Reprodução / Google

Pará negocia venda de 153 milhões de créditos com coalizão de empresas e países estrangeiros; CNA avalia judicialização

O governador Helder Barbalho do Pará, em um encontro de líderes políticos, revelou uma jogada visionária que poderá render bilhões nos próximos anos: os mercados jurisdicionais de carbono. Essa iniciativa revolucionária permitirá que estados como o Pará e o Acre lucrem com a preservação ambiental, transformando a luta contra o desmatamento em uma fonte de receita sustentável.

 

Nesse sistema inovador, os estados geram créditos de carbono com base na redução do desmatamento em comparação com anos anteriores, abrangendo até mesmo áreas privadas. Cada crédito representa uma tonelada de CO2 que deixou de ser emitida devido à diminuição do desmatamento.

 

Barbalho enfatizou a importância dessa abordagem para evitar uma competição prejudicial entre os estados, destacando a necessidade de ativarem suas vocações únicas para criar novas economias.

 

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Atualmente, essa iniciativa é liderada pela Coalizão Leaf, composta por grandes empresas como Amazon, Unilever e Nestlé, juntamente com países como Noruega, Reino Unido, Estados Unidos e Coreia do Sul. Os estados da Amazônia, especialmente Pará e Acre, estão na vanguarda dessas negociações.

 

O Pará, por exemplo, pretende assinar um contrato de intenção de venda de um milhão de créditos ainda este semestre, com estimativas de gerar até 153 milhões de créditos de carbono até 2026. Com uma estratégia inteligente, o Pará está vendendo seus créditos a um preço mais alto do que a Costa Rica, demonstrando a integridade do seu sistema jurisdicional.

 

Essa iniciativa não só traz benefícios financeiros para os estados, mas também prevê que uma parte significativa da receita seja destinada a políticas ambientais e comunidades locais, como indígenas, quilombolas e produtores rurais.

 

Além disso, o modelo de negócio não se limita à Coalizão Leaf, como demonstrado pelo Acre, que está negociando com a Emergent e planeja produzir milhões de créditos adicionais nos próximos anos.

 

No entanto, apesar do potencial econômico e ambiental desses mercados jurisdicionais, eles enfrentam desafios políticos, especialmente no Congresso. A influência do agronegócio levanta questões sobre a viabilidade desses mercados e tem sido um obstáculo para a aprovação de leis que regulamentam o mercado de carbono.

 

Mas os defensores desses mercados argumentam que a falta de regulamentação não impedirá sua existência, e que a segurança jurídica pode ser alcançada por meio de outras vias. A incerteza persiste, no entanto, e todos os envolvidos correm o risco de que essas iniciativas não atinjam seu potencial máximo.

 

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Apesar dos desafios, a visão de um futuro sustentável e lucrativo para a Amazônia está se tornando uma realidade, com líderes regionais demonstrando coragem e inovação em meio às pressões políticas e ambientais.


Fonte: com informações da Folha de S. Paulo

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