07 de Maio de 2026

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Internacional - 23/04/2024

Tensões Estudantis: Campi de prestigiadas universidades americanas se tornam palco de conflitos Pró-Palestina

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Foto: Melanie Stengel/Reuters

Manifestante segura faixa dizendo "Mais um judeu por uma Palestina livre"

O fervor dos debates sobre o conflito entre Israel e Palestina atinge agora o epicentro acadêmico nos Estados Unidos. Columbia, Harvard e Yale, três das mais renomadas instituições do país, estão enfrentando uma onda de manifestações pró-palestinas que está abalando suas estruturas.

 

Em Columbia, na movimentada cidade de Nova York, o cenário é de confronto constante. Centenas de estudantes mantêm um acampamento no coração da universidade, em uma luta que já resultou na queda de duas reitoras. Na noite de segunda-feira, uma manifestação foi dispersada pela polícia, resultando em dezenas de prisões - apenas uma semana após mais de 100 estudantes serem detidos em um protesto anterior. Harvard e Yale também não escaparam dessa onda de protestos. Na última, sessenta pessoas foram presas durante uma passeata em solidariedade aos palestinos.

 

O clamor dos estudantes é claro: eles exigem o rompimento dos laços financeiros das instituições com Israel, um país historicamente aliado dos Estados Unidos. Para eles, a relação se tornou insustentável após os recentes eventos na Faixa de Gaza, que, segundo o governo controlado pelo Hamas, já deixaram 34 mil mortos desde outubro. Enquanto isso, dentro dessas instituições, uma parcela dos estudantes judeus se sente insegura. Surpreendentemente, há também judeus que se unem ao movimento pró-palestino. Confira o vídeo da manifestação!

 

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 Foto: Melanie Stengel/Reuters

 

"Permaneceremos firmes aqui até que nossas vozes sejam ouvidas e nossas demandas atendidas", declara Mimí Elías, uma estudante mexicana que foi suspensa pela universidade após ser detida junto com outros manifestantes. Um clima de tensão paira sobre o acampamento. Um grupo de voluntários controla o acesso, distribuindo máscaras e proibindo álcool e drogas. Enquanto isso, nos arredores da universidade, manifestantes clamam por "Liberdade para a Palestina!" sob o olhar vigilante de dezenas de policiais.

 

Esses protestos não passaram despercebidos pelas mais altas esferas do poder. As manifestações ganharam ainda mais força após a intervenção policial na última semana, não apenas em Columbia, mas em outras universidades do país. Na Universidade de Yale, 47 pessoas foram detidas, segundo a instituição, enquanto em Harvard, o coração do campus foi fechado ao público em meio aos protestos. Para alguns, como o professor Joseph Howley, que apoia a causa palestina, a intervenção policial foi um erro grave. "A universidade optou pela opção nuclear. Não só errou, como também piorou a situação", lamenta.

 

O conflito vai além das diferenças políticas. Há estudantes judeus que se sentem excluídos pelo protesto, enquanto outros enfrentam suspensões e detenções por participarem das manifestações. Mas, para uma estudante de arquitetura de 21 anos, que prefere não se identificar e não participa dos protestos, a questão fundamental em jogo é a liberdade de expressão: "Uma das coisas mais importantes de ser estudante é poder explorar e expressar suas ideias sem medo de retaliação. A liberdade de expressão está em jogo aqui", afirma.

 

Enquanto o conflito se desenrola nos campi dessas prestigiadas universidades, Joseph Howley alerta para um problema maior: a tentativa da extrema direita americana de suprimir qualquer discurso político que não esteja alinhado com seus interesses.

 

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"O conflito atual sobre Israel e os palestinos é apenas a ponta do iceberg. Na semana que vem, poderá ser sobre raça, gênero, vacinas ou mudanças climáticas", adverte. O que está em jogo não é apenas o conflito no Oriente Médio, mas também os valores fundamentais da liberdade e do debate aberto nas universidades americanas."

 

Fonte: com informações do G1

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